Todos já ouviram a lenda dos dois lobos que habitam
qualquer ser humano.
Sabendo que há um lobo mal e um lobo bom que nos habita,
e conforme alimentamos o lobo que mais nos convém vamos destacando a nossa
personalidade.
E aí, qual lobo você alimenta?
Já pensamos que existe um universo paralelo, que existe
uma versão contraria a nossa esperando um vacilo nosso para nos dominar.
Culpamos o diabo, culpamos o maligno mais não paramos para pensar que somente a
si mesmo cabe essa responsabilidade. A cada atitude alimentamos nosso eu
interior, se bom se ruim de qualquer jeito alimentamos.
Desde tempos imemoriais, a humanidade tem sido cativada pela complexa batalha que ocorre dentro de cada um de nós, uma luta que transcende os campos de batalha físicos e as trincheiras da realidade cotidiana. É uma guerra que acontece nas profundezas de nossa psique, onde os protagonistas são tão antigos quanto a própria humanidade: o Bem e o Mal.
A luta entre esses dois titãs internos é uma narrativa que ecoa através das culturas, religiões e mitologias do mundo, uma metáfora que explora a dualidade inerente à condição humana. É uma reflexão da nossa capacidade única de escolher entre o altruísmo e o egoísmo, a compaixão e a crueldade, a virtude e a corrupção.
A parábola dos Lobos:
Um velho índio Cherokee está ensinando seu neto sobre a vida. Ele diz ao menino: "Uma batalha está acontecendo dentro de mim.
É uma batalha terrível entre dois lobos. Um lobo é o mal - ele é raiva, inveja, tristeza, arrependimento, ganância, arrogância, autocomiseração, culpa, ressentimento, inferioridade, mentiras, falso orgulho, superioridade e ego.
Ele continua, O outro lobo é o bem - ele é alegria, paz, amor, esperança, serenidade, humildade, segurança, benevolência, empatia, generosidade, verdade, compaixão e fé.
A mesma luta está acontecendo dentro de você e dentro de todos os seres humanos.
O neto pensa nisso por um momento e depois pergunta ao avô: Qual lobo vai vencer?
O velho Cherokee responde: Aquele que você alimenta.
O "Lobo Bom" e o "Lobo Mau", como
algumas culturas o chamam, representam essas forças em constante conflito. O
"Lobo Mau" é o arauto da nossa sombra, sussurrando tentações e
justificativas para ações prejudiciais. Ele personifica a raiva, a inveja, o
egoísmo e a negatividade que podem nos consumir se permitirmos. Por outro lado,
o "Lobo Bom" simboliza nossa essência mais nobre, nutrindo a chama da
bondade, empatia, compaixão e amor.
A verdade fundamental é que ambas as forças coexistem em todos nós, e é nossa responsabilidade escolher qual delas alimentar. Esta é a essência da liberdade humana - o poder de decidir conscientemente quem queremos ser. A luta do bem e do mal é uma jornada interna que molda nossas vidas e as vidas daqueles ao nosso redor.
A sociedade, a cultura e a educação desempenham um papel importante nessa batalha. Elas moldam nossos valores, nossas crenças e nossa compreensão do que é certo e errado. No entanto, a verdadeira vitória ocorre quando olhamos para dentro e onfrontamos nossa própria natureza dual. É quando fazemos escolhas éticas, buscamos a autoconsciência e cultivamos a virtude que nos aproximamos da realização plena como seres humanos.
A luta entre o Bem e o Mal não é uma guerra que pode ser vencida de uma vez por todas. É uma jornada contínua, uma dança eterna entre luz e escuridão. A sabedoria está em reconhecer essa dualidade, abraçar o desafio e, sempre que possível, escolher o caminho da bondade, da compaixão e do amor.
Portanto, a batalha interior é uma lembrança de que somos arquitetos de nosso próprio destino, e a luta do bem e do mal dentro de nós é a força motriz que molda a trajetória de nossas vidas. É uma luta que nunca termina, mas é na escolha constante do bem que encontramos a verdadeira realização e a possibilidade de um mundo mais compassivo e justo.


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