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A Industria da desgraça


Diante de todos os fatos que acontecem nas periferias, dá-se sempre mais mídia mostrar os negativos. A indústria da desgraça é vista como um bom negócio financeiro: o tiroteio, a chegada de drogas, a invasão truculenta da polícia, é melhor do que mostrar o novo centro de atividades para a comunidade, o novo projeto ESF ou a inauguração da nova unidade escolar. Comunidades periféricas surgem aos montes pelo país, elas já nascem com uma cultura estrutural implantada ao saber que não poderá contar com o sistema público para nada.

O que geralmente se vê quando o assunto é favela são mortes, balas perdidas e invasão da polícia por causa de facções. Não é à toa que a enxergam como um local perigoso, onde a maior parte da sociedade que vive fora tem receio de ir, criando uma ligação entre medo e insegurança.

O favelado só tem espaço na tv para ser o bandido.

Acorrentaram as mentes para todos viverem felizes, o feitiço da tv é não vermos que as regras foram criadas por aqueles que nunca pisaram nas favelas.

Na tv o que se mostra é a obscuridade, sempre focando nos piores locais para sensacionalizar a notícia, no radio a frequência fria aumenta a notícia em Hz, os MHz chegando a nos ensurdecer com tamanha grandeza da destruição moral generalizada das pessoas simples que lá vivem, e que mal tem tempo para saber notícias arquitetadas da mídia sobre si, pois não precisam que ninguém os sirva com tamanha formalidade,  enquanto eles fazem suas próprias notícias em tempo real se propagando na frequência simples do calor humano da comunidade.

A indiferença é o que faz com que a favela não tenha espaço… o que acabou criando uma cultura de opressão refletida por uma comunidade cheia de receios com a própria sociedade que a condena.  A história do (judas traidor) se faz valer quando qualquer favelado está envolvido em um projeto que envolve a sociedade, ele sempre será tratado com desconfiança por ser uma incógnita para quem tem conceitos pré-estabelecidos de marginalização do favelado. Um círculo de desgraça se fortalece na quebra de confiança de ambos os lados onde quem tá fora não quer entrar e quem tá dentro não quer sair! E quando quer, é mal recebido pois a grande mídia teve a honra de generalizar, que ao entrar você será um maldito que pode estar entrando no seu filme de terror e para quem quer sair reflete-se a imagem de ser um maldito mal visto que nunca vai ter espaço entre os bons por que no valor atual, quem sai da favela traz sempre o mal.



O outro lado da moeda mostra uma periferia onde todos se conhecem, sabem suas dores e se ajudam, que conta com escolas, comércio para gerar empregos, lazer e atividades sociais. Mostra uma comunidade digna de respeito e cheia de fatores positivos.

O termo favelado já deixou de ser uma simples atribuição de desigualdade para começar a adquirir princípios bem mais amplos que vão além de um rótulo determinado pela mídia e adotado pela sociedade para rotular cidadãos menos favorecidos de tudo.

Mais todos não são a sociedade?

Não, no processo evolutivo da globalização, do capitalismo foram criadas camadas sociais e classes. O favelado na maioria das vezes é classificado como classe miserável na camada mais baixa, se esquecendo a sociedade (classe empresarial), que a classe baixa é a classe trabalhadora (escrava), da mão de obra braçal do país, esses que mal são alfabetizados para que sirvam para esta finalidade.

O que impede a sociedade de mudar a forma como a periferia é vista, é a grande mídia brasileira.

Foi criado um padrão de que só quem consegue enxergar coisas boas dentro de uma periferia são os próprios moradores. Lá onde poucos exteriorizam suas informações tudo é mais real, as informações são quase que ao vivo, sem extemporaneidade.

Está muito fácil para os dois lados apontar o "opressor" difícil é algum lado se posicionar e entender quem realmente tem que se colocar no lugar de "opressor' e "oprimido".

A favela tenta fazer o movimento de mostrar que não quer depender da sociedade para se manter, a sociedade não se motiva a ajudar por achar que não há solução, nesse meio a grande mídia faz seu papel em mostrar que ambos estão corretos em se evitar. A sociedade mais preocupada com bem estar de cachorros que com moradores de rua, mais preocupada em se armar, do que com as armas que estão na mão de jovens que não tem o menor preparo ético para usa-las por que estão com o seu moral abalado pelo abandono, pela fome, pela pobreza, pela falta de tudo.

A sociedade que se diz de bem aponta para a periferia e a periferia aponta para a sociedade e no meio "A GRANDE MIDIA".

É difícil ela ver que diversos trabalhos sociais estão presentes nas comunidades brasileiras, oferecendo cursos e oficinas que servem como forma de integração e inclusão social do jovem, gerando conteúdo para que a cultura local passe a ser outra.

É preciso que o tratamento dado a periferia mude, para que sejam reerguidas ética e moralmente. 

Enxergar que quem vive lá dentro muitas vezes tem a oportunidade de sair, mas prefere continuar ali, justamente por existirem movimentos e atividades tão bons quanto ou melhores que os do lado de fora.

Falta de reboco, becos e vielas que constroem uma favela, obras irregulares, esgoto ao ar livre, calçadas mal acabadas só quem conhece pode descrever, mas lá o bom dia é sagrado, os bate papos ainda são realidade, as crianças ainda correm nas ruas.

No Brasil, quem não possui o padrão de elite determinado pela sociedade, seja uma pessoa ou uma comunidade inteira, não é visto, ouvido. Não tem oportunidades igualitárias.

É preciso que sua autoestima seja reerguida para que os holofotes se ajustem igualmente diante dos fatos que acontecem, que as noticia tenham pesos e medidas iguais para todos que sejam. “Idiotizados pelo capitalismo ou mal servidos de oportunidades” são todos a engrenagem que fazem esse país ser diverso em riquezas.

Acabar com a notícia estigmatizada pela grande mídia é uma luta que tem de ser travada, exigir que ela deixe de demonizar as favelas, deixar de romantizar o afastamento da sociedade, deixar de heroicizar a promessa politica de novos tempos, deixar de cobrir superficialmente a noticia de como, onde e por que o fato acontece, deixar de incluir os comunicadores das comunidades na noticia, deixar de apurar as informações mais profundamente por medo, deixar de inserir empatia ao noticiar pode estar afastando as pessoas do interesse em se manter informado fazendo com que cada vez mais se acredite em mentiras da mídia.


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Inconsciência Negra

Muitas mentiras ainda são contadas no processo de evolução humana! E o fim da diferença da cor de pele é uma delas. Qualquer um se perguntado sobre racismo ou preconceitos tenta evitar o diálogo, porque se mostrar como realmente pensa!!! (Puta que o Pariu). " (Puta) Elemento utilizado na linguagem africana para qualificar algo ou alguém como grande ou excelente: Exemplos: “Uma puta homem”, “Uma puta casa”; originário do Quicongo “mbuta” que significa notável, melhor. Também significa a forma apocopada de prostituta."
Ninguém nasce racista ou preconceituoso, isso se adquire, se aprende, se desenvolve e se põe em pratica mesmo que
 imperceptivelmente. (Racismo Velado).

Zumbi dos Palmares, lutava pelas causas de liberdade e defesa de seu povo e sua raça, foi assassinado em 20 de novembro de 1695. Por essa razão, a data foi instituída em homenagem à sua morte. A proposta da data é levar todos a uma reflexão sobre o preconceito racial, entretanto, a falta de consciência do dia da Consciência Negra torna a comemoração insignificante.
Em 2003, o presidente Lula aprovou a lei que inclui o Dia Nacional da Consciência Negra no calendário escolar e torna obrigatório o ensino de história da África nas escolas públicas e particulares do país. Apesar da lei, a maior parte das escolas do país não tem um trabalho efetivo para a valorização da cultura negra. Nos livros didáticos, o negro aparece principalmente em dois momentos: em menções à abolição da escravatura e ao apartheid.

Poucos conhecem o DENGO ou o BANZO, poucos se interessam sobre os lamentos negros.


Pq o dia da consciência negra?
 

1837 - Primeira lei de educação: negros não podem ir à escola

1850 - Lei das terras: negros não podem ser proprietários

1871 - Lei do Ventre Livre - quem nascia livre?

 1885 - Lei do Sexagenário - quem sobrevivia para ficar livre?

1888 - Abolição (atentem, foram 388 anos de escravidão) 

1890 - Lei dos vadios e capoeiras - os que perambulavam pelas ruas, sem trabalho ou residência comprovada, iriam pra cadeia. Eram mesmo "livres"? Dá para imaginar qual era a cor da população carcerária daquela época? Vc sabe a cor predominante nos presídios hoje? 

1968 - Lei do Boi: 1a lei de cotas! Não, não foi pra negros, foi para filhos de donos de terras, que conseguiram vaga nas escolas técnicas e nas universidades (volte e releia sobre a lei de 1850!!!)

1988 - Nasce nossa ATUAL CONSTITUIÇÃO. Foram necessários 488 anos para ter uma constituição que dissesse que racismo é crime! Na maioria das ocorrências se minimiza o racismo enquanto injúria racial e nada acontece.

2001 - Conferência de Durban, o Estado reconhece que terá que fazer políticas de reparação e ações afirmativas. Mas, não foi porque acordaram bonzinhos! Não foi sem luta. Foram décadas de lutas para que houvesse esse reconhecimento! E olha que até hoje tem gente que ignora, hein!

2003 - Lei 10639 - estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-Brasileira". Que convenhamos não é cumprida, né?

2009 - 1a Política de Saúde da População Negra. Que prossegue sendo negligenciada e violentada (quem são as maiores vítimas da violência obstétrica?) no sistema de saúde.

2010 - Lei 12288 - Estatuto da Igualdade Racial. Em um país que se nega a reconhecer a existência do racismo.

2012 - Lei 12711 - Cotas nas universidades. A revolta da casa grande sob um falso pretexto meritocrático.

Todas essas datas marcam uma mudança do estilo do chicote do feitor onde a polícia substitui o “capitão do mato e o Parlamento representa a "Casa Grande". É facil martirizar com chicote o mais fraco.

Muita coisa de nossa cultura vem da África e dos africanos que foram sequestrados para cá (dos quais descendemos em maioria, já que no auge do crime da escravidão, a população negra era e se manteve, maioria).

Inverteram a forma de se acreditar no racismo quando a Necropolítica de classe e raça impede que tenhamos acesso à iguais condições.

Nossa sociedade é racista, escravocrata, covarde e vingativa. 

Nas Senzalas Sociais ainda vemos alguns textos racistas do tipo:

“Os cara trouxe o ebola pro brasil e dps não querem que falem mal de preto”;

“Eu to tranquila com esse negócio de ebola porque só preto que pega”;

“fiz um café tão preto que já passou ebola pra 4 canecas aqui”

"O lugar de vocês é no tronco. Fora negro!

É lamentável que em pleno século XXI tenhamos que resgatar nossa história que só reafirma nossa identidade multiétnica, tendo que combalir com duras leis e instituições cada vez mais vigilantes manifestações odiosas de racismo e intolerância que apenas segregam e empobrecem a essência multicultural formadora da nação brasileira.

Em hipótese alguma, manifestações de intolerância e racismo podem estar protegidas sob o manto da garantia constitucional da liberdade de expressão.

por: Perifa Brasil

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Involução Social



Nos tempos atuais os seres humanos vivem presos a cabos usb imaginários ligados às suas córneas, sempre de cabeça baixa ligados em seus aplicativos, mais na frieza das telas, do que na quentura do relacionamento com o que é vivo.  


A "INVOLUÇÃO SOCIAL" tem tomado conta do cotidiano desta geração pelos recursos tecnológicos infinitos existentes, é fácil alguém que está no estado do Oiapoque se comunicar com alguém lá no Chui (extremidades do Brasil) sem ter a menor dificuldade. Todo esse progresso é uma mentira mal contada, as irmandades se acabaram, os amores são virtuais, as conexões agora são por fibras, a vida só é boa no facebook e no instagram, só que é difícil entender que todo esse tempo perdido não tem como recuperar. 
As redes roubaram nossa vida em função dos milhões de dinheiro de alguém que a gente sabe de quem é. Tiraram o domingo com a família e envenenaram conversas na mesa quando tudo antes era apenas um grupo de pessoas falando alto sobre os ossos do frango já traçado rindo sobre coisas do cotidiano familiar.
 Nos tempos que as flores morrem de sede e as crianças de fome, o século da tecnologia tem seu preço a ser pago!

As gerações passavam horas na rua contando histórias, brincando de inventar, sendo crianças, sendo criativos.

Com os avanços tecnológicos qualquer plebeu pode reinar, qualquer M² se torna um reino encantado onde toda história é linda mais não importa o quão maravilhosa foi, ela nunca terá um final feliz. Não pode ter um final feliz, pois tudo é muito imaginário, tudo é muito de cada um, todos são sempre melhores que os outros o que gera frustrações irremediáveis. Neste universo tem uns que falam muito mais na verdade não falam nada, quem nada fala, é menos ainda.

Redes sociais são mais viciantes que álcool e cigarro é o que diz a pesquisa realizada pela instituição de saúde pública do Reino Unido, Royal Society for Public Health, em parceria com o Movimento de Saúde Jovem. E, dentre elas, o Instagram foi avaliado como a mais prejudicial à mente dos jovens. O estudo mostrou que o compartilhamento de fotos pelo Instagram impacta negativamente o sono, a autoimagem e a aumenta o medo dos jovens de ficar por fora dos acontecimentos e tendências (FOMO, fear of missing out). Segundo a pesquisa, o site menos nocivo é o YouTube, seguido do Twitter. Facebook e Snapchat ficaram em terceira e quarta posição, respectivamente.
Seres humanos gélidos, frios, perdidos, quanto mais coisas veem menos sabem, ou quanto mais pensam saber mais confusos estão, iludidos em zero de conexão com o que é vivo! Na rede tudo é verdade, ninguém é responsável por nada, o que é uma ameaça maior ainda para a satisfação do usuárioé um sentimento de inveja, do qual decorrem a frustração, a amargura e a solidão devido ao tempo de conexão com o mundo do nada.

Não tem cheiro, não te olha nos olhos, não tem contato.
Parece que a sensação de desconectar-se é o sentimento de perder alguma coisa.
No lugar onde se vê defeito em tudo, menos em si próprio!!!
A dependência digital é um transtorno no qual o indivíduo não consegue ficar longe do computador ou dispositivos móveis. Existem diferentes manifestações de dependência digital, como:
Nomofobia, uma síndrome na qual a pessoa sente medo de ficar sem a tecnologia, dependência de computadores, internet, redes sociais e celular.
Vício em Games, no qual o indivíduo deixa de fazer atividades diárias para ficar jogando;
Selfiti, uma condição ainda em estudo na qual o indivíduo apresenta uma compulsão em tirar selfies.
Na verdade, é possível dizer que o vício em redes sociais ou uma dependência em internet pode ser mais forte do que substâncias químicas. É o que aponta, por exemplo, um estudo realizado pela Universidade de Chicago no qual os cientistas descobriram que a compulsão por redes sociais pode ser mais forte do que cigarros e álcool na vida de uma pessoa.
Um aspecto interessante, segundo os pesquisadores é o fato de que uma droga química resulta em consequências físicas, que são mais facilmente perceptíveis e, portanto, mais fáceis de serem julgadas. Por outro lado, as redes sociais não causam, na maioria das vezes, um efeito tão aparentemente tóxico do que um vício em álcool ou cigarro. Porém, justamente por causa disso que pode ser mais danoso. As redes sociais causam consequências emocionais, muitas vezes, invisíveis.
Alguns sinais de que você pode estar viciado em redes sociais:
1- Você verificar suas redes sociais logo que acorda;
2- Você relê suas postagens e as verifica em excesso;
3- Você leva seu celular para o banheiro;
4- Você fica chateado quando não obtém a resposta pela qual estava esperando;
5- Você perde a noção do tempo na sua rede social preferida;
6- Você agenda suas postagens;
7- Você questiona suas postagens, quando elas não atraem atenção;
8- Se você perde o sono pela madrugada procura o celular para dar uma olhada na rede social;

Do ponto de vista científico, experiências prazerosas fazem com o cérebro libere dopamina. No caso das redes sociais o raciocínio é semelhante. O indivíduo publica uma foto ou um texto e rapidamente recebe um elogio, um emoji ou uma interação que mostre que ele "acertou" na escolha que fez e é admirado por isso. Logo na sequência tem-se a sensação de prazer. No entanto, assim como um medicamento, uma bebida alcoólica ou um cigarro, em um certo momento a sensação de prazer irá passar, e aí será necessário postar uma nova foto, escrever um novo texto ou ter uma nova interação com o perfil de alguém.


A Involução Social da geração que nunca vai se encontrar, simplesmente por não saber que está perdida. A geração 3G vive tempos que as flores morrem de sede e as crianças de fome, mais tudo é lindo!!! Noticias em cima das próprias noticias confundem até que sejam deixadas de ter importância.

A era da tecnologia tem seu preço alto a ser pago! 
Nas classes A e B o número de gestantes diminuiu em relação aos últimos anos, pois as adolescentes passam mais tempo postando fotos seminuas do que ficando nuas. Por conseguinte, os rapazes ''se resolvem'' olhando essas fotos.
Muitos consideram mais prático e até mais higiênico dessa maneira. Já nas classes C e D, a pornografia continua circulando e sendo realizada despudoradamente. E os bebês têm sido gerados tão rápido quanto perfis fakes no abandonado orkut tempos atrás.


Desconectar-se não é perder nada!!! É preciso entender que todas as pessoas têm problemas e que as redes sociais são apenas uma versão editada dos fatos que podem ser manipulados.



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