NATALINO BRASIL DO EXTREMO

Chegou Natal no Brasil, a temporada festiva revela um abismo social entre aqueles que têm demais e aqueles que reviram lixões em busca de sustento. Há quem só tem um cobertor e um animal abandonado! Essa é a dualidade da maior referência festiva do mundo.

Neste artigo, expomos as marcantes diferenças nas celebrações natalinas entre as classes sociais, destacando a desigualdade que permeia essa época de festividades.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2018, 15,3 milhões de brasileiros viviam abaixo da linha da pobreza, o que equivale a 7,4% da população Além disso, a concentração de renda no Brasil é alta, com os 10% mais ricos da população concentrando 43,1% da massa de rendimentos, enquanto os 10% mais pobres concentram apenas 0,8%.  Ainda segundo o IBGE, 104 milhões de cidadãos brasileiros ganham menos de R$ 413 por mês, o que representa 50% da população brasileira . Essas desigualdades econômicas e sociais são preocupantes e exigem ações concretas para serem resolvidas.

Natal dos Ricos: Abundância e Luxo:

Para os brasileiros mais abastados, o Natal é um espetáculo de luxo e abundância. As residências são decoradas com árvores imponentes, enfeites reluzentes e luzes cintilantes. As refeições suntuosas são elaboradas com ingredientes finos, e presentes envoltos em papel reluzente inundam as árvores de Natal.

Jantares sofisticados são compartilhados em família, onde iguarias culinárias são preparadas por chefs especializados. A troca de presentes é um ritual que reflete a prosperidade financeira, com embrulhos exuberantes escondendo itens de luxo.

Natal dos Pobres: Esperança no Meio da Adversidade:

Por outro lado, nas comunidades mais carentes, o Natal é uma celebração marcada pela resiliência e esperança. As decorações podem ser simples, feitas com materiais reciclados, mas emanam um espírito de união. As árvores são muitas vezes improvisadas, mas carregam alegria genuína.

As refeições são modestas, mas o calor humano e a solidariedade são abundantes. Em meio à escassez, as famílias compartilham o que têm, fortalecendo os laços comunitários. Os presentes podem ser modestos, mas a troca é rica em significado e afeto.

Diferenças nos Símbolos Natalinos:

Enquanto os ricos desfrutam de luzes brilhantes e decorações opulentas, os pobres encontram beleza na simplicidade das luzes de rua e na criatividade das decorações caseiras. O Natal, para os menos privilegiados, é mais sobre compartilhar o que têm do que acumular mais.

Conclusão:

O Natal no Brasil, marcado por extremos, reflete as profundas disparidades sociais que persistem no país. Enquanto alguns se deleitam na opulência, outros encontram alegria na superação das adversidades.

A conclusão ressalta a dualidade do Natal no Brasil, enfatizando o papel do contraste social nessa época festiva. Além disso, faço um apelo à reflexão sobre as desigualdades sociais, sugerindo a necessidade de um esforço coletivo em direção a um futuro mais inclusivo e igualitário, onde todos possam celebrar o Natal com dignidade.

Existem muitas iniciativas da sociedade civil que buscam amenizar a desigualdade social no Brasil durante o Natal. Algumas dessas iniciativas incluem:

·         Campanha Natal Sem Fome: A campanha foi criada em 1994 pelo sociólogo e ativista político Herbert de Souza, conhecido como Betinho, com o objetivo de sensibilizar os brasileiros sobre o drama da fome. A campanha foi retomada em 2017 devido ao aumento da pobreza no país.

·         Doações de alimentos e brinquedos: Muitas organizações e grupos realizam campanhas de arrecadação de alimentos e brinquedos para distribuir a famílias carentes durante o Natal 1.

·         Voluntariado: Muitas pessoas se voluntariam para ajudar em abrigos, cozinhas comunitárias e outras organizações que trabalham com pessoas em situação de vulnerabilidade social 1.

·         Ações de solidariedade: Muitas pessoas realizam ações de solidariedade, como distribuir roupas e cobertores para pessoas em situação de rua, durante o Natal 

Que esta temporada natalina sirva como um lembrete para a necessidade de abordar as desigualdades e trabalhar rumo a um futuro em que todos possam celebrar com dignidade e igualdade.


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