Nação Periférica

O Brasil é um país de contrastes. De um lado, a riqueza e o glamour das grandes cidades. Do outro, a dura realidade das favelas, comunidades marginalizadas e esquecidas pelo poder público.

Subúrbio, Favela, Comunidade, Periferia não interessa qual nome se use todos são locais de precariedade. As favelas, também chamadas de aglomerados subnormais, são áreas urbanas densamente povoadas, caracterizadas por habitações precárias e infraestrutura inadequada.

Em nosso País segundo o Instituto Locomotiva. Aproximadamente 17,1 milhões de pessoas vivem nesses locais de precariedade.

A rocinha no Rio de Janeiro é a maior favela do brasil com 69.161 habitantes, 23.352 domicílios em média, com 3 pessoas por casa, o que representa quase 6% da população. A Rocinha, no Rio de Janeiro, é a maior favela do país, com mais de 70 mil habitantes.

A Sol nascente em Brasília DF é a segunda maior do País seguida pelo Rio das Pedras RJ e Coroadinho São Luís MA.

Considera-se que as primeiras favelas surgiram no Rio de Janeiro logo após a guerra de Canudos e em São Paulo por volta da Segunda Guerra Mundial. Começaram, no entanto, a ser mais visíveis quando se expandiu o processo de industrialização e urbanização. O surgimento das favelas está diretamente relacionado a migração, consequência da transformação as relações de trabalho no campo, generalizando o emprego de diaristas, que foram obrigados a mudar-se do campo e fixar-se nas periferias das cidades (êxodo rural), tudo começou da expropriação dos pequenos proprietários rurais, do capitalista engolindo o lavrador, da escassez de empregos, que resulta em dificuldades financeiras, das pessoas de baixa renda que carecem de algum tipo de assistência, essas migram das pequenas e médias cidades para as metrópoles, sendo que, mesmo nestas, enfrentam problemas. Pode-se mencionar os altíssimos valores de casas e apartamentos como um fator relacionado com o surgimento das favelas. 

Causas:

·         Má distribuição de renda: O Brasil é um dos países mais desiguais do mundo, com uma pequena parcela da população concentrando a maior parte da riqueza.

·         Êxodo rural: A migração de pessoas do campo para as cidades em busca de melhores oportunidades, sem a infraestrutura necessária para absorvê-las.

  • Falta de políticas públicas: Déficit de investimentos em habitação social, saneamento básico, educação e saúde nas áreas periféricas

O Brasil não é o único país do mundo que tem periferias, até mesmo o todo poderoso "United States of America" Estados Unidos da América, tem sua condição periférica. Muito discriminada ultimamente no quesito violência, mais na questão ideológica do que nas vias de fato.  Não existe discurso conservadorista, se não existir um lado para receber a pancada e esse posto foi assumido pela "Periferia moderna" que é a de que tudo que acontece de ruim tem início na favela.

 

Desigualdades e Desafios:

Os moradores das favelas enfrentam diversos desafios diariamente, como:

·         Falta de acesso a serviços básicos: Água potável, rede de esgoto, energia elétrica, coleta de lixo, transporte público e segurança pública são direitos básicos muitas vezes negados aos favelados.

·         Precariedade das moradias: Habitações improvisadas, com materiais de baixa qualidade, sem saneamento básico e em áreas de risco.

  • Violência: Alta incidência de crimes como homicídios, tráfico de drogas e roubos, muitas vezes relacionados à falta de oportunidades e à presença de grupos armados.
  • Discriminação e estigma social: Os favelados são frequentemente marginalizados e estereotipados como criminosos ou pessoas de baixa moral. 

Ao contrário da ideologia vendida pelas mídias as favelas tem a ver com questões de uma distribuição desigual de renda, de acesso à educação e outras desigualdades. Tem haver também com a distribuição desigual das decisões políticas e administrativas dos poderes e da utilização de recursos.

As favelas existem porque o modelo de desenvolvimento econômico periférico gera muitos benefícios para os mais ricos. Isso também tem a ver com o desenvolvimento tecnológico, com a cultura e a democracia. 

Mas é um modelo que, deixa grandes setores marginalizados no processo. Esse é o modelo que usam como ponto de vista para a falta de justiça, de ética, de moral um parâmetro para mascarar o mal caratismo de governantes, políticos e classes. 

Só não resolvem a maior questão fundamental: como fazer para integrar esses grupos de uma forma que não seja periférica? 

As favelas caracterizam-se pela mistura de etnias, costumes, culturas e naturalidades. Seus moradores são discriminados, tachados de "maloqueiros", "delinquentes" e "traficantes", em outras palavras, pessoas que trazem má influência à sociedade.

 Esta analogia está totalmente errada – convém ressaltar que aquelas caricaturas também estão presentes em áreas urbanizadas

volto a dizer mascaradas. 

As pessoas que vivem em favelas são conhecidas, pejorativamente, como "favelados". As favelas e os favelados são associados com a pobreza extrema e são vistas como o resultado da distribuição desigual da riqueza no país. 

O Brasil é um dos países economicamente mais desiguais do mundo, com 10% da sua população ganhando 50% da renda nacional e com cerca de 8,5% da população vivendo abaixo da linha da pobreza, todavia, dentre os favelados existe na maioria pessoas honestas, dinâmicas, esforçadas que apenas precisam de uma oportunidade, que lutam para sobreviver e resgatar uma cidadania usurpada. 

Os sonhos dos favelados expressam a simplicidade: "queria ter o que comer todos os dias", estudar, "ter uma casinha um pouco melhor"! Alguns têm vergonha da condição que vivenciam, outros orgulham-se das suas próprias moradias, geralmente são ajudados por poucos, e alguns vivem de esmolas. 

Uma marca importante das favelas desde a sua origem é a presença de contrastes e ausência de apoio do Estado. Com isso, os moradores, que não possuem infraestrutura básica, como água tradada, rede de energia elétrica e rede de esgoto, tem que encontrar soluções próprias para o seu cotidiano. A favela é essencialmente um espaço de problemas, mas, na mesma medida, um espaço de soluções. Seus moradores organizam-se de acordo com suas possibilidades e reinventam maneiras para minimizar as adversidades do dia a dia.

Os Governantes das Cidades continuam encarando esses aglomerados urbanos como uma região não pertencente a cidade, fazem desses locais um universo a parte como se existissem em outra dimensão como que visível mais intangível.

É verdade que há pessoas que habitam esse lugar apenas por necessidade ou falta de opção? Não!!! Todavia, embora esses espaços de vivência tenham suas limitações, muitas pessoas identificam-se e têm orgulho de sua origem. Tanto é que muitos têm optado por utilizar o termo comunidade para referir-se à favela. Esse termo traz consigo a identificação com o grupo ao qual a pessoa se sente pertencente e não carrega os estigmas negativos relacionados com a palavra favela.

 Segurança na favela é só a fé, ostentação aqui é atração da mídia, lazer aqui é ver os holofotes da polícia. A criança que na infância nada tem, na adolescência só tem drogas e putaria puro veneno concentrado. Lares artesanais compostos de madeira e terra de sobras de cama do lixão, falta água, energia, gás, alimento, para a mãe só resta tirar a boneca da mão da menina e colocar ela de quatro num palco rebolando servindo de entretenimento para riquinhos, pais encarcerados tendo a certeza da filha gravida de que o convite não é para a festa de 15 anos e sim para o chá de bebê.

     Qual opção que o menino que sonha ser jogador de futebol tem? Ver o sonho ser frustrado por não ter condição financeira de bancar o sonho! Mal tem a primeira refeição do dia, a condição de escola digna não existe, aí o caráter fica em jogo, como não se sentir envolvido pelas opções do poder paralelo (Que por sinal é o poder que contribui com o pobre favelado). É lindo falar em venda de votos, mais aquele que compra o voto vende esperança e entrega desgraça.

Mais em meio a todas as adversidades na favela também nasce arte, poesia, sentimentos, atletas, gênios, poetas.  Lá o sol nasce todo dia trazendo consigo a esperança de dias melhores para esses “humilhados” caracterizados como escória da sociedade simplesmente por terem menos opções.

Nenhum comentário:

Postar um comentário