O Mundo Mágico dos Anônimos

Uma em cada três mulheres em todo o mundo já sofreu violência física e/ou sexual.

536 casos de violência e abuso contra mulheres e crianças são registrados por dia no Brasil.

76,6% dos abusos acontecem por alguém conhecido.
51% das Crianças abusadas tem de 1 a 5 anos de idade.
45% eram de pele (raça) negra.
3,3% sofrem de distúrbio
 ou transtorno.
70% sofreram abuso dentro de casa.

1 em cada 3 pessoas culpam a mulher no caso do estupro. 

A violência, a humilhação a impunidade, o trauma só quem sente é ela.

A sociedade na maioria dos casos ainda culpa a agredida ao invés de julgar e punir o agressor, invertem os valores, com isso promovem a cultura do estupro como, também, protegem o estuprador e anulam os direitos das vítimas. 

Entenda:

Estuprar não é atender a um desejo, é sim atender a um extinto, estupro não é um ato normal é violência sim e geralmente um ataque a um incapaz! Incapaz de reagir, incapaz de revidar. Não importa o que estava vestindo, não importa a hora ou local, não importa quem ou quando! Todo o ato sexual que não for consentido é estupro sim!

O que é estupro?

 É uma das formas mais graves de violência sexual. É um crime através do qual o agressor, mediante violência ou grave ameaça, obriga a vítima, (mulher ou homem) a manter com ele (agressor) uma relação sexual (conjunção carnal ou ato libidinoso). 
As penas, para esse crime, variam de 6 (seis) a 30 (trinta) anos de prisão, a depender da fragilidade da vítima (por exemplo: crianças e adolescentes) e da gravidade e forma da violência no caso concreto (por exemplo: ferimentos físicos dolorosos, grande sofrimento e ou morte).
 

De acordo com dados do Ministério da Saúde (SINAN), no ano de 2016, cerca de 23.000 pessoas foram vítimas de estupro atendidas no SUS e, em torno de 90% são do sexo feminino (mulheres), sendo certo ainda que mais de 50% tinham menos de 14 anos.

A sociedade precisa mudar o modo de encarar isso! Se mulheres começarem a violentar homens, quem será a vítima e quem será o agressor?

No modelo atual da cultura brasileira a mulher será o agressor e o homem será a vítima.

Mais de um terço dos brasileiros acredita que “mulheres que se dão ao respeito não são estupradas”. 
Além disso, 30% da população diz que “mulher que usa roupas provocativas não pode reclamar se for estuprada”.
 
Os dados são de uma pesquisa do
 Datafolha encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

No Brasil, a estimativa é de 1 estupro a cada 11 minutos. Por aqui, também cerca de somente 10% dos casos são levados à polícia, segundo o Ipea. Registrados, são 50 mil casos por ano, mas a estimativa é de que os crimes passem de 450 mil. Feita em 2016, a pesquisa do Datafolha mostrou que 42% dos homens entrevistados disseram que mulheres que se dão ao respeito não são estupradas, enquanto 32% das próprias mulheres creem nessa premissa.

É importante registrar também que os dados do IPEA mostram que em cerca de 90% dos casos os agressores são do sexo masculino e que 88% das vítimas são do sexo feminino. Claramente, esse tipo de violência sexual costuma ser sofrida pelas mulheres e praticada pelos homens.

Em muitos casos, talvez na maioria o estuprador é conhecido da vítima, está próximo ou até mesmo relacionado entre íntimos da vítima. Quando se fala em estupro, há um imaginário comum por trás dessa ação. É mais fácil imaginar que os praticantes desse crime são monstros, pessoas mentalmente desequilibradas, pessoas que já estão marginalizadas pela sociedade e que nem possuem tanta noção do que estão fazendo.

Infelizmente, a realidade está distante do que aparece nos filmes. Segundo dados levantados numa nota técnica do IPEA em 2014, mais de 50% dos estupros sofridos por crianças e adolescentes foram praticados por pessoas conhecidas, como pais, padrastos, namorados e amigos. Em adultos, os estupros praticados por conhecidos são quase 40% dos casos.

Outro dado importante dessa nota técnica se refere à forma de coerção usada contra a vítima. Independentemente da idade da vítima ou da proximidade que o agressor tinha com ela, o estupro aconteceu por meio do uso da força física ou de ameaça em cerca de 50% dos casos. Ou seja, há um comportamento comum nesse crime de abuso que é entendido e compartilhado entre os agressores.

Importante ressaltar o termo "ABUSO", é um ato de violência seja de qual forma for. 
Não há estupro consentido.
 O estupro configura-se num crime contra a liberdade sexual. Popularmente, as pessoas entendem o estupro como um ato sexual não consensual. Essa interpretação é equivocada porque no próprio Código Penal o conceito de estupro é mais amplo. Ele é classificado como o ato de “constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso” (Art. 213 da Lei Nº 12.015/2009).

O estupro não é um ato sexual. É um ataque. Na cabeça do agressor tudo se trata de vencer, de conseguir um objeto – e a mulher é objetificada neste caso. Trata-se de poder de mostrar quem é que manda. E há também agressores que sentem prazer com isso. Existem pontos importantes a serem identificados para diferenciar o abuso é preciso observar a quebra dos limites e será mais fácil conter a agressão caso o agressor queira levar o ato até as últimas consequências, a intenção ficará mais clara se o limite for imposto logo no primeiro sintoma do abuso, podem ser eles:

1. Assédio sexual

A mulher é abordada por homens rotineiramente. Isso ocorre nas ruas, no trabalho, na escola, no transporte público etc. O “fiu-fiu”, o abraço “apertado” do colega de trabalho, o beijo no rosto forçado pelo cliente, a proximidade “acidental” dos corpos masculinos nos transportes públicos são apenas alguns exemplos. Os homens, ao se sentirem à vontade para abordar as mulheres em qualquer espaço e contexto, atentam contra a liberdade sexual delas. Afinal, a liberdade reside no poder de escolha e no controle de quando e onde uma pessoa quer fazer ações de caráter sexual ou afetivo. Atualmente, com o assédio naturalizado, as mulheres não têm essa escolha. Elas são forçadas a aceitar a violência sem reagir, pois nunca se sabe como os homens lidarão com a rejeição.

2. Desrespeito ao “não”

Há um entendimento nocivo em relação à intenção da mulher quando ela fala “não” para algum homem. Do casamento à ficada, é frequente a mulher precisar se justificar em relação ao seu “não”. O “não” é bastante interpretado como jogo de sedução, onde a mulher quer, mas fala que não quer só para que o homem insista. Essa “brecha” fere a liberdade sexual da mulher, uma vez que ela já se posicionou dizendo “não” e ainda assim continua sendo coagida a dizer um “sim”. Os movimentos que pautam discussões contra a cultura do estupro querem que os homens se reposicionem nessas situações. Um único “não” deve ser necessário para que eles desistam de suas investidas.

3. Objetificação da mulher;

Já falamos desse assunto. A objetificação ocorre quando a mulher é enquadrada num papel em que ela tem apenas uma função: despertar o desejo sexual do homem. Assim, os olhares direcionados a ela não são olhares para um indivíduo, para um ser humano e sim para um objeto a ser apreciado. Uma campanha publicitária em que as mulheres estão lá, em primeiro lugar, por serem bonitas e terem corpos esculturais, reforça a objetificação da mulher. Quando homens avaliam o caráter ou a intenção de uma mulher pela sua aparência física ou pela sua roupa, eles não estão a considerando como um indivíduo e sim como um objeto. Um objeto não tem opinião ou vontade própria. Um objeto é apenas o que ele mostra ser, e é possível fazer o quiser com ele.

4. Relativização da violência contra a mulher

Como abordado numa matéria da Superinteressante, o estupro é o único crime onde a vítima é julgada junto com o criminoso. A segurança que todo cidadão sente ao procurar a polícia quando é furtado ou assaltado não existe para as vítimas de estupro. Ao contrário da maioria dos crimes, onde a vítima precisa apenas informar às autoridades o que sofreu e essas autoridades entendem o seu relato como algo legítimo, as vítimas de estupro não são legitimadas já de início.

As questões de "ASSÉDIO" contra as mulheres estão em pauta, mais quando deixa de ser assédio para ser "ABUSO"? 

Não precisa ser um estuprador para que o abuso aconteça. Ao consumir músicas que denigrem a mulher e disseminar vídeos, imagens, comentários e piadas sexistas, por exemplo, você contribui para que a objetificação da mulher seja reforçada. "Nessa cultura machista que só pode se sustentar pela existência de uma sociedade patriarcal, são diversos os mecanismos que vão das piadas que as desqualificam para dirigir, para ser engenheiras, para ser presidente do país até a violência sexual no transporte público e nas ruas".

Vale ressaltar que a violência contra a mulher não se restringe ao estupro. Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Avon em parceria com o Data Popular, podem ser consideradas formas de assédio cantadas ofensivas ou com apelo sexual indesejado; coerção; a violência física; a desqualificação intelectual e a violência sexual, que vai desde o toque sem consentimento até o estupro. Dados do Think Olga mostram que 48% dos assédios são verbais e 68% deles ocorrem durante o dia. 

O que leva um sujeito a cometer um estupro pode ser uma série de coisas. Entre elas, um não entendimento de que o que está fazendo ser violência, não ver seu ato como violência sexual, e isso tem relação com a educação. É uma questão cultural" (veremos no próximo artigo).

O problema é que a cultura do estupro está tão enraizada na sociedade em que vivemos que não é só o agressor que apresenta tal comportamento: profissionais da saúde e da lei também o reproduzem. No relato que deu ao Fantástico, a vítima do estupro coletivo no Rio de Janeiro contou que foi interrogada por vários homens que expuseram imagens do crime para ela, além de realizarem questionamentos absurdos como se já tinha feito sexo grupal. "É fácil esquecer que o dano causado a uma vítima de estupro que é desacreditada pode ser no mínimo tão devastador quanto o dano causado a um homem inocente que é injustamente acusado de estupro" "E, sem dúvida, o segundo caso acontece com muito mais frequência."

E como saber diferenciar a verdade da mentira? O tema depois de tudo isso, merece ser avaliado com a complexidade que realmente o envolve.

E agora? Como identificar o verdadeiro agressor, como distinguir na sociedade quem pode levar um ato de violência sexual, seja lá contra quem for até as últimas consequências? Quem é o verdadeiro Culpado? Quem pode ser um agressor? Um estuprador não tem rosto... Um estuprador não tem endereço, identidade.

Bem-vindo ao Mundo Magico dos Anônimos!

A sociedade precisa cooperar com a proteção aos agredidos, precisa defender não querer encontrar motivos pelo qual o ataque aconteceu, não tem que tratar casos de abuso como crime corriqueiro! As mulheres não precisam enxergar em cada homem como um potencial agressor, não precisam viver com medo. O homem se é realmente o ser tão "supremo" como diz deveria proteger e não causar terror.

A mulher não é mais tão frágil como era, mais ainda precisa de ajuda para reagir, denunciar, debater o assunto, entender que se calar, se esconder não vai ajudar a diminuir os casos, enquanto uma se cala outras mulheres e crianças estão sendo atacadas talvez pelo mesmo agressor que ela permitiu a impunidade, enquanto uma não denuncia o abuso, agressores estão atacando outros inocentes, enquanto parceiras protegerem seus parceiros agressores, nada vai mudar e seus próprios filhos podem ser as próximas vítimas. Quando as agredidas deixarem de se diminuir nos casos de abuso e levarem o caso realmente ao debate os homens vão precisar respeitar, só serão impostos verdadeiros limites se a sociedade enxergar isso como um "MAL" de verdade. 


TIPOS DE ABUSO SEXUAL:

ABUSO INTRAFAMILIAR; 

ABUSO EXTRAFAMILIAR;

ABUSO ON-LINE

ASSÉDIO SEXUAL;

EXIBICIONISMO;

INCESTO;

PEDOFILIA;

PROSTITUIÇÃO INFANTIL;

VIOLENCIA SEXUAL;



Conheça mais sobre a lei no link:



"Só há uma pessoa responsável, uma pessoa que pode prevenir o estupro: o próprio estuprador."


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