“É de meu costume dizer que quem sabe
faz, quem não sabe ensina.”
Saber fazer e não fazer é o mesmo que
não saber.
Geralmente as coisas mais loucas são ditas com uma certeza inabalável pelas pessoas mais incertas de suas certezas.
Há quem chame a retórica de “a arte de bem falar” e os que preferem “a arte de bem enganar”
Oradores eloquentes ou espertalhões ardilosos?Por que quem sabe
menos acredita que sabe mais?
Você já ouviu falar
do efeito Dunning Kruger?
É um viés cognitivo
que leva as pessoas com menos habilidade e conhecimento a pensar que sabem mais
do que as outras.
Quanto menos elas sabem, mais pensam que sabem.
Confiança Irreal: A falta de conhecimento muitas vezes é acompanhada por uma confiança excessiva nas próprias habilidades e opiniões. Quando alguém sabe pouco sobre um assunto, pode sentir-se mais inclinado a expressar suas opiniões de forma assertiva, mesmo que essas opiniões não sejam fundamentadas em evidências sólidas ou conhecimento substancial.
Viés de Confirmação: Outro fator que contribui para essa percepção é o viés de confirmação, que é a tendência das pessoas em buscar e valorizar informações que confirmam suas crenças preexistentes, enquanto ignoram ou desconsideram evidências que as contradizem. Assim, aqueles com menos conhecimento podem facilmente encontrar apoio para suas opiniões dentro de bolhas sociais ou grupos que compartilham suas visões, reforçando ainda mais sua confiança.
Falta de Consciência Metacognitiva: A consciência metacognitiva, ou seja, a capacidade de monitorar e regular o próprio pensamento, é essencial para reconhecer a extensão do próprio conhecimento e identificar lacunas no entendimento. Indivíduos com menos conhecimento podem ter dificuldade em avaliar sua própria compreensão de um assunto, levando-os a acreditar erroneamente que sabem mais do que realmente sabem.
"O ACHISMO É A MÃE DE TODOS OS ERROS."
Muitas vezes,
aqueles que têm esse problema tendem a impor suas ideias, em vez de
simplesmente dar uma opinião, considerando-as verdades absolutas.
Os outros são vistos
como totalmente ignorantes e incompetentes, mesmo que não o sejam.
Os que mais tendem a
ter melhor ideia sobre si mesmos são, exatamente, os menos capacitados: quanto
menos sabemos sobre um tema, mais tendemos a achar que sabemos o suficiente.
Já os especialistas
tendem a subvalorizar ligeiramente suas aptidões. De fato, em alguns
estudos, os mais ignorantes julgavam saber
quase tanto quanto esses entendidos.
Nietzsche disse que “A
sabedoria é um paradoxo”, já que “O homem que mais sabe é aquele que mais
reconhece a vastidão de sua ignorância”. O pensamento do filósofo alemão
corrobora com a máxima socrática
O que Sócrates quer transmitir quando
diz: “só sei que nada sei” o que diz quando diz que não sabe? Como pode ele
afirmar que não sabe de nada, mas ao mesmo tempo consegue refutar todos aqueles
que diziam saber? A essa afirmação de negação do conhecimento, deu-se o nome de
“Paradoxo Socrático”. E esse paradoxo, a ideia de afirmar que sabe que não
sabe.
“Sócrates considera que há dois tipos
gerais de conhecimento, um que faz o seu possuidor sábio e outro que não.”
O conhecimento que os humanos possuem é
um conhecimento que não torna ninguém sábio, e por isso Sócrates afirma não ser
um sábio.
Mesmo sabendo muitas coisas humanas ele
sabe que o conhecimento que ele possui não é nada perto do conhecimento
possuído pelos Deuses.
E esse conhecimento dos deuses, é o que
torna alguém sábio de verdade.
Podemos não saber o que é justo, mas
saber que o roubo não possui relação com o justo por si só é um progresso, é um
avanço de conhecimento. Demonstra Sócrates então através dos elencos, que é
possível dizer que “B” não é “A” mesmo sem conhecermos o “A”.
Podemos dizer que o trabalho de
Sócrates não é dizer o que uma coisa é, mas dizer que coisas não pertencem ao
conceito dessa coisa investigada por ele em questão.
Reconhecer este fenômeno em si mesmo e
nos outros é um grande passo para a evolução do aprendizado.
Ler, ouvir e entender quem sabe mais.
Durante a nossa comunicação, usamos de
termos que muitas vezes não conhecemos o significado, e os tomamos para si como
se soubéssemos o que eles significam e esses termos dão um valor de verdade
proposicional na nossa argumentação.
Evitar propagar dados ou opiniões não
seguras e levadas pela emoção e não condizem com a verdade é o mais certo a ser
feito.
Só por que você acredita em uma coisa
não quer dizer que ela seja verdade e não quer dizer que não seja.
Até mesmo quando acreditamos muito em algo, precisamos estar abertos ao novo, o que só é possível se estivermos abertos à reflexão e ao diálogo, para não desestabilizar uma união, entenda como achar que sabe mais do realmente sabe pode afetar um grupo.
Tomada de Decisões Precipitadas: Quando alguém presume saber mais do que realmente sabe, pode tomar decisões precipitadas que afetam toda a estrutura. Isso pode incluir decisões financeiras, de saúde, educacionais ou relacionadas ao estilo de vida, que podem ter consequências negativas a longo prazo.
Falta de Orientação Adequada: Se uma pessoa acredita erroneamente que possui todo o conhecimento necessário sobre um determinado assunto, pode negligenciar a busca por orientação ou conselhos de especialistas. Isso pode levar a escolhas inadequadas ou a falta de acesso a recursos e apoio necessários.
Problemas de Comunicação: A arrogância ou a falsa sensação de saber mais do que realmente se sabe podem criar barreiras na comunicação dentro da estrutura. Isso pode resultar em conflitos, ressentimentos e falta de compreensão entre os membros da família, dificultando a resolução eficaz de problemas e o estabelecimento de relacionamentos saudáveis.
Falta de Crescimento e Desenvolvimento: Quando alguém está convencido de que já possui todo o conhecimento necessário, pode deixar de buscar oportunidades de aprendizado e desenvolvimento pessoal. Isso pode limitar o crescimento individual e coletivo do grupo, impedindo a exploração de novas ideias, habilidades e perspectivas.
Impacto nas Relações Interpessoais: A presunção de conhecimento pode afetar negativamente as relações, criando um ambiente de desconfiança, frustração e falta de apoio mútuo. Se uma pessoa constantemente desconsidera as opiniões e contribuições dos outros devido à sua própria arrogância intelectual, isso pode levar a um ambiente tóxico e disfuncional.
Em um universo que cada ser pensante
tem uma opinião formada pelo mesmo assunto pode se dizer que todos tem um pouco
de razão com perspectivas diferentes, ou todos podem não ter razão alguma. Para
cada situação existem várias considerações que divergem, no fim o que acaba
valendo é a opinião de alguém que tem mais influência sobre quem tem poder para
fazer valer tal opinião.
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