Direitas x Esquerdas

No tempo dos combates virtuais, alguns lutam mesmo sem saber direito qual o lado certo defende. Mesmo assim, vemos as pessoas defendendo um lado, mesmo sem entender dos assuntos que cada lado defende; se defende um lado. NINGUÉM SABE O QUE É ESQUERDA NEM DIREITA ao certo!!!

A definição de “esquerda” nasceu pelo século 18 com o interesse do povo por sua liberdade. O povo, cansado de ser governado pela monarquia e defendendo mais liberdade do governo, queria mais igualdade perante a lei. Na época, esse foi considerado um movimento radical, gerando um grande conflito e derramamento de sangue, por isso a esquerda atual traz vermelho em sua bandeira.

Do outro lado, os conservadores "direita", os reis, monarcas e seus aliados, que defendiam manter as coisas como estavam. O lado conservador queria manter as tradições, pois as coisas sempre funcionaram daquele jeito. Temendo que algo diferente levaria as nações ao caos, defendiam o lado oposto ao esquerdo e a cor azul.

Com o tempo, o povo ganhou a luta e teve mais direitos. Com isso, novas gerações surgiram, outras ideias ganharam força, intenções cada vez mais radicais, e um novo grupo se formou dentro dos próprios lados: os extremos Liberais ou Nova esquerda (o comunismo surgiu daí). Forçando os liberais a defender que deixar as coisas como estavam seria melhor, chegando mais para o lado direito da divisão, tornando-se conservadores e empurrando a classe mais conservadora a um extremo que criou outro grupo! Isso virou um círculo vicioso chamado “POLÍTICA”.

Assim, novos grupos foram surgindo tanto na esquerda como na direita, cada um com sua bandeira. No entanto, as ideias se misturaram, e ficou difícil um não cruzar a linha do outro e se confundirem. É o que acontece hoje no Brasil.

Nenhum partido é totalmente de direita ou de esquerda, e ninguém consegue defender um lado com a própria vida, porque hoje temos liberais conservadores e conservadores liberais. Onde toda essa briga perde o sentido. Vemos pessoas que não sabem nem o que estão defendendo brigando. Toda essa polarização não tem por que.

Entenda:

Esquerda (Socialismo):

Governos mais influentes

Mais controle econômico (Projetos sociais, estatização, reforma agrária, impostos mais altos para ricos)

Mais liberdade Social

Prioriza igualdade

Coletivismo

Aponta Inclusão

Direita (Capitalismo):

Governos menos influentes

Menos Controle financeiro (Privatizações, mercado livre, poucos impostos, lucros sobre juros)

Menos liberdade Social

Aceita Desigualdade

Busca Eficiência

Aponta Exclusão

Os outros assuntos ideológicos não te definem como esquerda ou direita. Liberação de aborto, Racismo, liberação de drogas, direito de minorias, homossexualismo, ideologia de gêneros são assuntos que pesam para um lado ou para o outro com pesos e medidas diferentes.

O grande problema em tudo são os extremos que não respeitam meio termo. Ninguém é obrigado a seguir nada além de sua própria convicção e ser responsável por essa escolha.

Incoerência x Coerência!

O lado nefasto da tecnologia à deterioração da classe política, a divisão social; é impossível não refletir sobre a "incoerência" na sociedade moderna.

Analisando várias interpretações relacionadas aos acontecimentos atuais, vejo muito mais incoerência do que coerência. Sempre olhamos para cima, quando estamos abaixo, seguimos a hierarquia que nos conduz. Nunca seguimos quem achamos que está mais fraco, ou menos dotado de poder ou de informações, mesmo sendo mais coerente e tendo a melhor linguagem para se interpretar.

Que o mundo padece por falta de interpretações é a pura verdade e já não é novidade. A cada dia vemos pessoas vociferando horrores porque não sabem interpretar posts, falas e notícias. Ironias à parte, o mal das interpretações equivocadas acomete o mundo.

Nós que estamos escrevendo ou lendo, vendo ou ouvindo temos várias opiniões que vão sendo manipuladas conforme a necessidade do líder em questão.

Por exemplo, a cada 23 minutos um jovem negro morre na periferia do Brasil (Dados da Flacso – Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais). Declaradamente, isso é uma política de Estado na qual se o jovem for negro, pobre e periférico o estado mata para depois identificar; não queremos saber se estava portando um revólver ou um livro, primeiro julgamos e depois nos indignamos porque a notícia diz “Jovem negro é assassinado a tiros em periferia da cidade próximo a um local de tráfico de drogas.”

Outro exemplo muito pertinente é o repúdio e xenofobia que os brasileiros têm direcionado a uma categoria de estrangeiros. Achamos que os haitianos não devem estar aqui, os bolivianos, os peruanos, os árabes, enfim, eles estão aqui para quê? Para roubar nossos empregos? Para sobrecarregar um Estado mantido por nossos impostos?

Por outro lado, ficamos indignados com o que o Egito fez com o povo de Israel, não é? Onde já se viu querer matar os bebês para controlar a população que se esforçava tanto para servir os egípcios. Observamos com indignação o que a Rússia tem feito com a Ucrânia; mas é indiscutível o que os EUA têm feito com o mundo, manipulando todas as esferas ao seu favor.

No Brasil, o corrupto é o povo segundo a visão dos políticos, onde fica a coerência nisso? O povo vende o voto! E o político compra o voto! A coerência fica no "Jeitinho Brasileiro" o termo simpático para várias atitudes do dia a dia.

Por mais que defendamos o indefensável por acharmos coerente a nossa opinião, não deixamos de julgar a atitudes alheias. E como julgamos algumas ações cometidas por outros quando cometidas por nós mesmos?

Alguns exemplos:

- A compra de produtos piratas (muitos são de qualidade duvidosa, importados ou fabricados por mão de obra informal até mesmo escrava, o que prejudica a economia brasileira;

- Não devolver o troco a mais que receberam ao fazer alguma compra;

- Se aproveitar de alguém que já fez “gato” na TV por assinatura, na energia ou na internet para fazer também;

- Comprar os ingressos de cinema, show e teatro com uma carteirinha de estudante que não era sua ou que era falsificada.

A interceptação de um produto de roubo ou furto que compramos sem querer saber a procedência;

Para falar em "incoerência" é preciso primeiro conhecer a coerência, julgar é fácil, mas ser coerente com nosso julgamento cabe a cada um de nós.

É importante saber que será julgado com a mesma intensidade que julgar.

A questão não é – e nunca foi – a importância do Partido ou do lado, a questão não é a ideologia que cada lado questiona.

Nada disso é novidade para ninguém.

O que chama a atenção é a devoção com que os seguidores das seitas politicas defendem suas ideologias – com aquele tom de politicagem misturada com ameaças de um futuro apocalíptico.

Sem querer ofender, essa é minha opinião que não tem caráter inquisitório e sim reflexivo.


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