A Crônica do Tudo

 


Olá eu sou o nada, onde tudo começa...

Deus, a perfeição absoluta, criador de tudo, do céu e da terra, do bem e de tudo que é mal, de todas as coisas que nossa “vã sabedoria” ainda ignora e de todas as desgraças – mas ainda assim, ele é tão poderoso que consegue ser perfeitamente bondoso ao fazer o mal. Enfim, um ser fabuloso, gabado de ser onipresente, onisciente e onipotente que, entretanto, não parece conhecer outra morada além das lacunas de nosso conhecimento. Perfeito ao criar tudo que vem do nada.

A Formula de tudo

Um cientista, ao falar da relação entre a mente dos seres humanos e o universo, chamou as partículas subatômicas de “tendências mentais”, por serem portadoras de informações, sustentando a ideia de que Tudo está em tudo, que cada pequena parte do Universo tem a informação do Todo.

A ciência hoje está cada vez mais validando esse conceito com teorias de campo unificado. O Tudo ou Nada do qual “tudo” se origina. Além disso, este campo é ativo, de modo que o homem faz parte de um Todo ativo ao qual está conectado. Daí o princípio de “Tudo é Um”, que resume todos os textos sagrados e as filosofias mais espirituais.

Tudo na atualidade é nada?

É tanta coisa ao nosso exterior e aos que nos circundam que dedicamos muito tempo ou até mesmo todo o tempo ao que o mundo (pessoas, coisas) tem a oferecer.

Vivemos sempre em função de algo que não é o que precisamos e sim o que achamos que precisamos, ficando cada vez mais distante do “eu” e à medida que criamos contatos isso piora. (Ficar só ajuda muito);

Estamos imersos em uma confusão de informações, de vozes e visões, textos e imagens muito de tudo que no fim nada se sabe ou se encontra. Antigamente para fazer uma pesquisa era preciso ir a uma biblioteca e buscar o livro sobre determinado assunto, era demorado, mas funcionava. Hoje, porém, para um único assunto você tem tudo, mais não tem a confiança na veracidade do assunto.

Perdemos muito mais tempo acreditando que tudo e todos são o que aparentam ser, até mesmo nós, escolhemos acreditar que o mundo exterior é que nos orienta e norteia, negando distancia a nossa essência damos atenção a tudo, deixando de acreditar em tudo que mais importa.

Isso tudo na tentativa de encontrar humanidade em outros e nos tornarmos mais distantes de nós mesmos.

A fachada social é a porta de entrada para o desconhecido quanto mais nos achamos aprofundados no conhecimento de tudo, identificamos o quanto a nossa fachada é ilusória e que não conhecemos nem nós a mesmos nem nada.

Essas relações deixam uma lacuna ou verdadeiros abismos rumo ao desconhecido nesse contexto entendemos que somos a nossa única e verdadeira companhia e ainda assim preferimos abandona-la para acreditar em tudo.

A cada dia mais essa é a melhor configuração para ilustrar a socialização humana baseada nas relações ilusórias do círculo social virtual.

 


Perdemos muito tempo vivendo do lado de fora de nós, onde não tem ninguém importante, (toda importância em alguém vem de dentro) achando tudo isso natural criando cada vez mais distancia consigo mesmo.

 Esse estereótipo nos acalma é como se nos livrasse de certas responsabilidades de admitir “sermos humanos” imperfeitos, inseguros, deprimidos e frustrados nos livra de tudo.

Essa é a distância comum que preferimos assumir pois nos acalma e relaxa.

É comum sermos um assunto que não nos interessa, que podemos deixar para depois ou que podemos deixar para os profissionais estudiosos decifrarem.

Quando estamos de fato preocupados com o que acontece com as pessoas, nas cidades, nos bares, nas notícias, vivendo nosso admirável mundo oco onde tudo acontece, queremos existir às avessas de uma vida estereotipada dando mais valor ao incerto que ao certo.

Precisamos de fato deixar de existir na fachada social e conviver sozinhos, falando de nada para ninguém, mas entendendo tudo e com isso escapar da solidão exterior preenchendo-a com excesso interior que tem tudo a nos ensinar. 

Se queremos explorar o desconhecido é hora de conhecer o nosso interior e fazer valer o verdadeiro sentido do “livre arbítrio”.

O livre Arbítrio é aquilo que faz de nós o que somos, e nunca outra coisa, é nossa imaginação materializada em palavras; por mera vaidade chamamo-nos de homens, não de matéria.

Se pensarmos que ter consciência é algo que nos livra de quaisquer responsabilidades para com nós mesmos estamos enganados.

Mesmo com toda consciência do universo, somos todos meros severinos, todos zés-ninguém, todos acasos biológicos que, ao nascer, recebem uma missão, um prazo de validade, um número de série e uma imbecilidade suficiente para acreditar no contrário, que somos diferentes uns dos outros.

Não entendemos que mesmos começos e mesmos fins para tudo, mas o que faz tudo valer é o meio, o caminho, tudo que faremos nessa jornada, só isso vale a pena, então encara-la com lucidez seria a melhor forma de ser humano que olhou para si e entendeu tudo.

Tudo passa a ter mais sentido quando se identifica o que tudo significa para você, nesse caso tudo pode ser nada para outro.

O Rei Salomão disse: "Vi tudo que se faz debaixo do sol, e concluí: tudo é vão, é correr atrás do vento" (Eclesiastes 1:14)

Na verdade, o começo de tudo é nada e o fim de tudo também é nada!

Aproveite o tempo para agradecer tudo que tem, use tudo que apendeu e faça tudo que tem vontade pois tudo um dia acaba, ou entenderemos que tudo de fato é nada.

E se achar que tudo vai acabar hoje, mas você ainda continua respirando, pode ter a certeza que teve a chance de começar tudo de novo.

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