50 Tons do Colorismo

50 Tons do Colorismo o Racismo Virtual Disfarçado

O colorismo é um dos muitos braços do racismo estrutural, um fantasma que se adapta ao tempo e ao espaço, encontrando novas formas de segregação. No ambiente virtual, essa prática se amplifica de maneiras muitas vezes sutis, mas devastadoras. O racismo não desapareceu; ele apenas se tornou digital, camuflado em comentários aparentemente inofensivos, memes depreciativos e algoritmos que reforçam padrões egocêntricos.

Colorismo é uma forma de discriminação baseada na tonalidade da pele dentro de um mesmo grupo racial. Em outras palavras, mesmo entre pessoas negras, há uma hierarquia imposta, quanto mais clara a pele, mais aceitação, mais oportunidade, mais beleza. Quanto mais escura, mais invisibilidade, mais violência, mais marginalização.

Diferente do racismo estrutural que separa brancos de negros, o colorismo atua dentro das próprias camadas negras, como uma ferida aberta que se retroalimenta em silêncio. É o algoritmo que escolhe a influenciadora negra mais palatável, o casting que diz buscar diversidade e só coloca peles claras nas capas, é o elogio disfarçado, você é bonita pra uma negra. É um filtro social que decide quem tem direito à visibilidade e quem deve permanecer como pano de fundo na narrativa.

É a continuação da escravidão pela estética.

A Nova Face do Colorismo Online

Se antes o colorismo se manifestava no cotidiano físico, hoje ele se reflete na dinâmica das redes sociais. Pessoas de pele mais clara dentro da população negra recebem maior aceitação, são mais promovidas por marcas e possuem mais engajamento em plataformas. Enquanto isso, influenciadores e figuras públicas de pele retinta enfrentam uma barreira invisível que limita seu alcance e reconhecimento. Não é coincidência, é um padrão enraizado.

Além disso, as inteligências artificiais utilizadas por redes sociais e buscadores frequentemente reproduzem essas desigualdades. Aplicativos de edição de imagem clareiam automaticamente a pele, filtros reforçam traços finos e campanhas publicitárias selecionam, na maior parte das vezes, negros de pele clara para ocupar os espaços de representatividade.

Comentários, Cancelamento e a Hipocrisia Digital

O racismo virtual não se resume apenas a questões algorítmicas. Ele está nos comentários das postagens, nos ataques coordenados a figuras negras de destaque e na seletividade do cancelamento digital. Personalidades negras retintas sofrem linchamentos virtuais por comportamentos que, se fossem de pessoas brancas ou de pele mais clara, passariam despercebidos ou até seriam romantizados.

A violência verbal nas redes sociais é um reflexo de uma sociedade que ainda hierarquiza as pessoas com base no tom de pele. Se por um lado há discursos de empoderamento negro, por outro ainda vemos a preferência inconsciente por aqueles que se encaixam dentro de um padrão de beleza mais aceitável.

A Responsabilidade das Plataformas

As grandes empresas de tecnologia insistem em afirmar que lutam contra o racismo virtual, mas suas políticas de moderação muitas vezes favorecem a manutenção do status. Denúncias de discursos racistas são ignoradas ou respondidas com penalidades brandas, enquanto o conteúdo de criadores negros continua sendo frequentemente desmonetizado e invisibilizado.

A luta contra o colorismo no ambiente virtual exige mudanças estruturais. Precisamos de algoritmos que não reproduzam discriminações históricas, de políticas mais severas contra ataques racistas e de uma valorização real da diversidade, e não apenas campanhas publicitárias superficiais para agradar a opinião pública.


Desconstruindo os 50 Tons do Colorismo

O racismo virtual não é um acidente; é um reflexo de um problema muito maior. O colorismo digital não se manifesta apenas na forma de ataques diretos, mas também na sutileza de quem recebe mais oportunidades, mais visibilidade e mais respeito.

A luta contra essa desigualdade precisa ir além do ativismo performático. Precisamos cobrar das empresas, dos criadores de conteúdo e de nós mesmos uma postura mais crítica e ativa. O combate ao racismo virtual passa pela educação, pela representatividade real e pelo fim da aceitação passiva das desigualdades que o mundo digital insiste em reforçar.

Enquanto a internet continuar sendo um espelho distorcido da sociedade, os 50 tons do colorismo continuarão a ditar quem merece ser visto e quem deve permanecer nas sombras.

Para que se proclame a igualdade entre os homens com a serenidade de um dogma, é preciso antes triturar todos os valores até que se tornem pó  nivelá-los ao vácuo. Essa igualdade fabricada é o perfume barato de um moralismo tirânico. Nada soa tão cruel quanto a justiça cega que insiste em pesar com a mesma balança corpos que sangram por razões diferentes. Tratar os desiguais como iguais é a arte sutil de apagar as feridas com um pano branco, fingindo que nunca houve sangue.

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QUILOMBOS MODERNOS – A MODERNIZAÇÃO DA RESISTÊNCIA

 As resistências culturais atuais são sombras do que poderiam ser. Enquanto culturas ancestrais lutaram com unhas e dentes para existir, hoje nos contentamos com performances vazias, embaladas por likes e patrocínios. O que chamamos de "resistência" muitas vezes é assimilação disfarçada, uma dança cínica entre o que somos e o que o sistema nos permite ser. Tentamos preservar tradições enquanto vendemos parte dos preços módicos, desenvolvendo raízes em mercadorias. Sem final, o que resta? Um eco distante do que um dia foi luta, agora dividido em conformismo e espetacularização. Resistir? Talvez, mas com filtros e hashtags.


A Resistência Ilusória no Teatro da Vida

Quilombos. Palavras carregadas de uma esperança ancestral, de uma luta visceral contra um sistema que parecia invencível. No passado, representaram uma faísca de liberdade, uma recusa heroica diante do horror da escravidão. Hoje, os quilombos modernos tentam carregar essa bandeira, mas em um mundo onde até a resistência parece ter sido domesticada, é inevitável questionar:

Será tudo isso apenas uma nova ilusão?

O Mito da Resistência Atual

No Brasil contemporâneo, falamos de quilombos modernos como espaços de luta, mas somos todos prisioneiros de uma realidade onde as desigualdades são sistematicamente renovadas. Estes novos quilombos se encontram em comunidades reconhecidas oficialmente, em favelas, ou mesmo em movimentos virtuais. Cada um destes espaços é, por si só, uma tentativa de resistência. Mas até que ponto resistem? Ou serão apenas engrenagens de um sistema que finge aceitar a diferença enquanto a neutraliza?

Os quilombos de hoje reivindicam terra, cultura, dignidade. Mas enquanto isso, o Estado e a sociedade permanecem surdos, oferecendo concessões paliativas que não ameaçam a estrutura central da desigualdade. A verdade é que mesmo o mais fervoroso ato de resistência carrega a sombra do conformismo quando é obrigado a operar dentro das regras do próprio sistema que combate.

Quilombos Rurais: Uma Luta pela Sobrevivência

As comunidades quilombolas tradicionais ainda existem. Em teoria, são espaços de autossuficiência e resistência, mas enfrentam desafios que vão além da simples falta de recursos. A luta pela regularização fundiária é um jogo infinito de frustrações burocráticas, um labirinto criado para desmoralizar e cansar até os mais resilientes. Terras são roubadas ou desvalorizadas, enquanto promessas de progresso nunca chegam. A sobrevivência se torna o objetivo principal, e tudo o que vai além disso é considerado um luxo inalcançável.

Mas mesmo quando conseguem permanecer em suas terras, é como se lutassem contra um destino que já foi decidido. O Estado pode reconhecer oficialmente suas existências, mas esse reconhecimento é vão. Não é uma validação, é uma permissão temporária para existir em condições subumanas.

Quilombos Urbanos: Ruínas de uma Nova Era

Nas cidades, os quilombos modernos assumem formas diferentes. Movimentos sociais, espaços culturais, coletivos educacionais e até redes digitais tentam criar uma nova dinâmica de resistência. Mas em um mundo onde tudo é capitalizado, é possível resistir sem ser absorvido?

Os quilombos urbanos lutam para existir em meio à gentrificação, à violência policial e à indiferença da sociedade. Eles se tornam centros de cultura e conhecimento, mas até isso parece insuficiente. Afinal, em uma sociedade que finge valorizar a diversidade, o que realmente muda quando uma peça de teatro afro-brasileira é apresentada no centro da cidade? A cultura resiste ou apenas entretém?

Até mesmo as iniciativas mais nobres estão sujeitas à apropriação. Redes sociais e plataformas digitais, que poderiam ser ferramentas de emancipação, se tornam armadilhas. A luta é transformada em hashtag, e a hashtag é esquecida com a próxima tendência.



O Peso da Memória e a Farsa do Progresso

Os quilombos modernos também carregam o fardo da memória. São herdeiros de um passado heroico, mas prisioneiros de um presente que insiste em negar a profundidade dessa história. Celebramos Zumbi dos Palmares, mas ignoramos as novas formas de escravidão que persistem em pleno século XXI.

O progresso, muitas vezes, não é mais do que uma palavra vazia. Nos dizem que estamos avançando, que as coisas estão melhorando, mas a realidade é outra. A desigualdade se reconfigura, se adapta, se moderniza. E os quilombos modernos, por mais que resistam, parecem lutar contra um inimigo que se regenera constantemente.

Quilombos como Espaços de Desilusão e Esperança

É inevitável que, ao falar de quilombos modernos, nos deparemos com um paradoxo. Eles são, ao mesmo tempo, um grito de liberdade e um símbolo da opressão que não desaparece. São espaços de esperança, mas também de desilusão. Representam o melhor e o pior da humanidade; a capacidade de resistir e a insistência em destruir.

Talvez os quilombos modernos não sejam a solução. Talvez sejam apenas uma lembrança amarga de que, por mais que lutemos, o mundo continua sendo um lugar hostil. Mas mesmo assim, eles existem. E, na existência, carregam uma fagulha de algo maior: um lembrete de que, mesmo na derrota, a luta é necessária.

O Maldito Futuro

Os quilombos modernos são, em última instância, um reflexo de nossa própria humanidade. Eles são o palco onde encenamos nossa luta contra as forças que nos esmagam, mesmo sabendo que talvez jamais vençamos. São o dito, o maldito e o bendito da nossa existência coletiva.

No fim, o que resta? Apenas a consciência de que estamos presos em um ciclo de luta e opressão. E, paradoxalmente, talvez seja essa consciência que nos mantenha vivos. Pois, no vazio da resistência, ainda encontramos um sentido, mesmo que fugaz, para continuar.

 

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O DITO, MALDITO PELO BENDITO

 O dito, maldito pelo bendito

Aqui Reflito sobre Mensagens Implícitas e Subliminares nas Relações de Confiança.

Estamos imersos numa confusão de vozes que não se encontram. Contentamo-nos em acreditar que todos são o que aparentam ser, inclusive nós; escolhemos acreditar no mundo exterior para negar a distância entre nós e o outro, e também entre eles e si próprios. Com isso, absorvemos tudo que é dito como se fosse a única verdade possível, sobrepondo até mesmo o que pensamos.

Essa reflexão nos leva a um ponto crucial: como as mensagens implícitas e subliminares influenciam nossas percepções e decisões? E, mais profundamente, como isso afeta nossas relações com aqueles em quem confiamos?

A Confusão entre a Verdade e o Dito

Nas relações humanas, a confiança é o alicerce. Confiamos em amigos, familiares, colegas de trabalho, e muitas vezes em figuras de autoridade, esperando que aquilo que nos dizem seja genuíno, honesto, e, acima de tudo, uma representação fiel da verdade. Porém, o que muitas vezes não percebemos é que o que é "dito" nem sempre corresponde ao que é "verdadeiro".

O dito, na maioria das vezes, carrega consigo camadas de significado. Numa conversa comum, existem aspectos não-ditos, implicações e mensagens que podem passar despercebidas por quem ouve. Muitas dessas mensagens são subliminares, projetadas quase que inconscientemente, mas que acabam moldando como interpretamos o mundo e nossas relações.

Quando confiamos em alguém, tendemos a baixar a guarda e a aceitar suas palavras como verdades inquestionáveis. No entanto, essa confiança pode ser maliciosamente manipulada ou, em alguns casos, distorcida por quem emite as mensagens. Frases aparentemente inocentes podem estar carregadas de intenções ocultas, distorcendo nossa visão e influenciando nossas escolhas de forma sutil.

A Manipulação Subliminar nas Relações de Confiança

Muitas vezes, sem que nos demos conta, as pessoas que mais confiamos  nossos amigos, parceiros ou familiares podem, intencionalmente ou não, influenciar nossa maneira de pensar e agir. Isso pode se dar por meio de críticas veladas, sugestões sutis ou mesmo elogios que carregam julgamentos implícitos.

Por exemplo, alguém que confia em um amigo pode começar a questionar suas próprias escolhas baseando-se em comentários subliminares desse amigo. Frases como “Você realmente acha que isso é o melhor para você?” podem parecer preocupadas ou inofensivas, mas podem carregar uma mensagem de dúvida ou desconfiança. Assim, começamos a moldar nossas ações, não com base no que realmente acreditamos ser certo, mas no que o outro implicitamente nos faz acreditar.

A manipulação subliminar é perigosa porque, muitas vezes, não a percebemos conscientemente. Aceitamos o que é dito, maldito pelo bendito, como se fosse uma verdade absoluta, sem questionar as intenções ou o impacto por trás das palavras. E, ao fazer isso, permitimos que a percepção do outro sobre nós e sobre o mundo tome o lugar da nossa própria visão.

O Poder do Implícito: As Entrelinhas da Comunicação

O que não é dito, muitas vezes, pesa tanto quanto o que é verbalizado. Quando confiamos cegamente nas palavras de outra pessoa, frequentemente esquecemos de analisar o que está por trás delas. O silêncio, os gestos e as expressões que acompanham as falas também são formas de comunicação poderosas.

Tomemos como exemplo uma situação comum: uma mãe diz ao filho que está "muito feliz" por ele ter conseguido um novo emprego, mas sua expressão facial e sua postura corporal mostram hesitação ou desaprovação. O filho, consciente ou inconscientemente, capta essa dissonância e começa a questionar se a escolha que fez foi realmente boa. Ele absorve o subtexto dessa interação, e sua autoconfiança pode ser afetada.

Em um outro caso uma mãe em um bate papo descontraído com um amigo diz ter deixado sua filha em um local com pessoas que confia, mas na mensagem deixa um tom de “será que fiz a escolha correta?” com isso desconecta totalmente do momento e passa e gerar preocupações que podem estar só no seu pensamento.

As mensagens implícitas são aquelas que circulam nas entrelinhas da comunicação. Mesmo sem palavras, nós, como seres sociais, captamos sinais sutis de julgamento, desaprovação ou entusiasmo que não são expressos de maneira direta. E isso molda nossa forma de agir e pensar. Quando confiamos profundamente em alguém, tendemos a dar mais valor ao que esse alguém comunica – seja verbal ou não verbalmente – e isso pode criar um ciclo de influência que impacta profundamente nosso senso de identidade.

As Consequências do "Maldito" Dito: Quando a Confiança é Quebrada


O perigo de absorver cegamente o que é dito está no fato de que, com o tempo, perdemos o controle sobre nossas próprias crenças e percepções. Quando nos rendemos completamente ao que o outro diz ou deixa de dizer, corremos o risco de nos distanciar da nossa própria verdade.

Nas relações de confiança, esse distanciamento pode se transformar em frustração e, eventualmente, em ressentimento. Sentimos que estamos vivendo a vida com base nas expectativas ou nas visões do outro, e não nas nossas próprias. O "dito", nesse caso, se transforma no "maldito" – uma fonte de sofrimento, confusão e até perda de identidade.

Quando a verdade implícita ou subliminar se revela ao longo do tempo, o impacto pode ser devastador. As máscaras caem, as intenções ocultas se tornam claras, e percebemos que aquilo que acreditávamos ser o "bendito" – a palavra confiável, a opinião segura – era, na verdade, uma forma de controle, de limitação da nossa liberdade de pensamento e escolha.

Resultado disso é que vivemos do lado de fora de nós, onde não está ninguém, e achamos isso muito natural. A distância comum entre tudo nos acalma como se nos livrasse da responsabilidade de admitir que existimos quando ouvimos qualquer um que confiamos falar sem questionar como se essa fosse a única verdade.

Retomando o Controle: Como Proteger-se das Influências Implícitas

A boa notícia é que não estamos indefesos diante dessas influências sutis. Podemos aprender a reconhecer as mensagens subliminares e implícitas nas relações e, mais importante, podemos cultivar uma postura crítica em relação ao que absorvemos.

Um dos primeiros passos é praticar a autoconsciência: reconhecer como nos sentimos em resposta ao que ouvimos e analisar se essas respostas estão alinhadas com o que realmente acreditamos. Isso significa questionar não apenas o que é dito, mas também o que é insinuado ou não dito. Pergunte-se: "Isso é verdade para mim? Ou estou sendo influenciado por algo que não percebo totalmente?"

Outro passo importante é aprender a comunicar-se de maneira clara e assertiva. Se sentir que uma mensagem implícita está lhe afetando, busque clareza. Pergunte diretamente: "O que você quis dizer com isso?" ou "Sinto que há algo mais por trás do que foi dito. Poderia me explicar melhor?". A busca por transparência nas comunicações pode ajudar a dissipar mal-entendidos e evitar que as entrelinhas dominem o diálogo.

O Dito, Maldito pelo Bendito – Um Convite à Reflexão

Viver em um mundo repleto de mensagens implícitas e subliminares é um desafio constante. Nas relações de confiança, a linha entre o que é dito e o que é verdade pode se tornar tênue, e é fácil nos perdermos em meio às palavras e gestos de quem confiamos.

Entretanto, ao desenvolvermos a consciência crítica e questionarmos as mensagens que recebemos, podemos retomar o controle sobre nossas escolhas e crenças. Não devemos aceitar o "dito" sem reflexão, e sim escutá-lo com atenção, questionando-o quando necessário e protegendo nossa autonomia.

No final das contas, o que verdadeiramente importa é nossa capacidade de discernir o "bendito" do "maldito" e construir nossas vidas baseadas em nossa própria verdade, não na verdade dos outros.

Mesmo que nos custe admitir, o fingimento e a dissimulação são também pilares básicos da vida em sociedade, não apenas porque a mentira é útil e a mentira vem através do dito, mas também porque é necessária dentro do esquema de fachadas sociais que somos obrigados a incorporar desde nosso nascimento. Por isso faz bem aquele que aprende a distinguir entre as necessidades reais e as necessidades sociais de saber decifrar o maldito do bendito – isto é, a representação, numa linguagem cifrada e retorcida, que, em termos gerais, traduz as reais intenções objetivamente, porém não com a ineficiência inocente de um tradutor automático, mas com a malícia de um advogado velhaco que precisa ganhar a vida.

Isso é algo que não se aprende senão por si mesmo através da experiência e da reflexão. Os fatos reais e autênticos da vida, como cada qual realmente os sente e concebe, são uma espécie de tabu; não devem ser trazidos à luz publicamente; ficam ocultos em favor das aparências que, não obstante, todos sabem ser falsas e, por isso, o embaraçoso assunto é evitado a todo custo.

Ao julgar a questão, ao tentar discernir entre o autêntico e o afetado, é mais prudente tomarmos a grande diferença entre o que somos e o que exibimos aos demais como referência, pois é provável que façam o mesmo e com a mesma malícia, ainda que essa ideia nos repugne por lançar por terra todas as nossas ideias poéticas e delicadas sobre a amizade sincera, amores, sonhos, isto é, onde todos são idiotas e apenas nós temos o direito de pensar uma coisa e dizer outra.

Conclusão de Perifa: Não empreste seus ouvidos para qualquer um falar bosta na sua cabeça, é parte da sua saúde mental ouvir boas coisas, para ouvir merda é melhor viver de fones de ouvido, ouvindo música! Ou se alguém quer falar merda cobre caro, pelo menos vai conseguir pagar umas sessões com um bom psicólogo.

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Dilemas Sociais pelo o olhar de um morador de rua

 Nos meandros das cidades brasileiras, os dilemas sociais são uma realidade cotidiana que afeta profundamente a vida de seus moradores. De uma perspectiva íntima e realista, este artigo explora os desafios enfrentados por aqueles que vivem marginalizados nessas áreas, oferecendo um vislumbre da complexidade e das lutas diárias que moldam suas vidas.

No Brasil, a paisagem urbana frequentemente nos confronta com um paradoxo desconcertante: enquanto milhões de pessoas lutam diariamente por moradia digna, uma quantidade significativa de imóveis permanece abandonados e negligenciados. Esse fenômeno levanta questões profundas sobre as prioridades sociais, distribuição de recursos e falhas nos sistemas políticos e governamentais do país.

A Realidade dos Moradores de rua: As moradias de rua são frequentemente caracterizadas por uma série de desafios sociais, econômicos e estruturais. Desde a falta de acesso a serviços básicos, como saúde e educação, até a presença do crime organizado e a violência urbana, os moradores enfrentam uma gama diversificada de problemas que impactam diretamente suas vidas e perspectivas.

O Brasil enfrenta uma crise habitacional persistente, com milhões de famílias lutando para encontrar moradias adequadas. O déficit habitacional é exacerbado pela desigualdade socioeconômica, falta de políticas públicas eficazes e especulação imobiliária desenfreada. Nesse contexto, a presença de imóveis abandonados assume uma dimensão ainda mais perturbadora.

Depoimento de um Morador de Rua

-- Meu nome é Pedro, tenho 47 anos, e há mais de uma década eu chamo as ruas do Rio de Janeiro de lar. Quando olho ao redor e vejo os prédios altos, os condomínios luxuosos e as casas bem cuidadas, não posso deixar de me perguntar: por que tantos imóveis ficam vazios enquanto eu e tantos outros sofremos dormindo nas calçadas?

-- É difícil descrever a sensação de indignação que sinto todas as noites quando procuro um lugar para me abrigar do frio e da solidão. Enquanto os imóveis abandonados permanecem intocados, eu luto para encontrar um cantinho onde possa me encolher e tentar dormir em paz.

-- Já vi tantos prédios vazios, com janelas quebradas e portas lacradas, enquanto pessoas como eu buscam desesperadamente um teto sobre suas cabeças. É como se houvesse uma inversão perversa de valores, onde a propriedade é mais valorizada do que a vida humana.

O Enigma dos Imóveis Abandonados

De acordo com dados recentes, há mais imóveis abandonados no Brasil do que moradores de rua. Esses imóveis, muitas vezes propriedade privada ou estatal, permanecem vazios e deteriorando-se, enquanto milhões de brasileiros enfrentam a falta de moradia adequada. Esse enigma suscita questionamentos sobre a eficácia das políticas de habitação, a falta de fiscalização e a especulação imobiliária como principais impulsionadores desse fenômeno.

 A presença abundante de imóveis abandonados tem consequências significativas em níveis sociais e econômicos. Em termos sociais, a desigualdade de acesso à moradia gera segregação, marginalização e exclusão social. Economicamente, o desperdício de recursos imobiliários valiosos e o impacto negativo na revitalização urbana representam obstáculos para o desenvolvimento sustentável e inclusivo. Diante desse cenário, urge a necessidade de abordar o problema dos imóveis abandonados como parte integrante de uma agenda mais ampla de políticas habitacionais e sociais. Isso inclui iniciativas para identificar e recuperar imóveis ociosos, promover a ocupação adequada de espaços urbanos e implementar medidas para combater a especulação imobiliária. Além disso, é crucial garantir a participação ativa da sociedade civil e das comunidades afetadas na formulação e implementação de soluções sustentáveis.

A Luta pela Sobrevivência

Para os residentes das ruas, a sobrevivência muitas vezes se resume a uma batalha diária. A falta de oportunidades de um lar digno, aliada à escassez de recursos e infraestrutura adequada, torna difícil para muitos garantir o mínimo para sua sobrevida. Além disso, a presença de gangues e traficantes de drogas cria um ambiente de medo e insegurança, onde a violência é uma ameaça constante.

 Além dos desafios sociais e econômicos, os moradores das ruas enfrentam frequentemente o estigma e a discriminação da sociedade em geral. Rotulados como "mortos de fome" ou "marginais", eles são frequentemente vistos como culpados por sua própria situação, em vez de reconhecer os sistemas de opressão e desigualdade que contribuem para sua marginalização.

Apesar dos inúmeros desafios, os moradores de rua são também cheios de resiliência e solidariedade. Eles muitas vezes se unem para enfrentar os problemas comuns, criando redes de apoio e fortalecendo os laços comunitários. Essa solidariedade é uma fonte de esperança e inspiração, demonstrando a capacidade do ser humano de superar adversidades.

Conclusão: 

Os dilemas sociais enfrentados pelos moradores das ruas brasileiras são complexos e multifacetados, mas não são insuperáveis. À medida que a sociedade como um todo reconhece e confronta esses problemas, é crucial ouvir e valorizar as vozes daqueles que vivem essas realidades todos os dias. Somente através da empatia, compreensão e ação coletiva podemos trabalhar para construir um futuro mais justo e equitativo para todos os brasileiros.  Em última análise, o paradoxo dos imóveis abandonados no Brasil é um reflexo contundente dos dilemas sociais mais amplos que assolam o país. Enquanto milhões de brasileiros enfrentam a escassez de moradia, a presença despercebida de imóveis vazios destaca a necessidade preemente de políticas mais inclusivas, equitativas e voltadas para o bem-estar social. Somente através de um compromisso coletivo com a justiça social e a solidariedade podemos enfrentar eficazmente os desafios complexos que moldam nosso tecido social.

 

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Maternidade Proibicionista: Desafios e Resistência

A maternidade proibicionista é uma questão que surge quando nos deparamos com normas e pressões sociais que tentam ditar quem deve ou não se tornar mãe.

Este fenômeno impacta especialmente mulheres que desafiam as convenções tradicionais, questionando o papel atribuído a elas na sociedade.

"Se proibir a maternidade fosse uma solução, estaríamos lidando com problemas diferentes."

 Façamos uma pergunta um pouco interessante: por que você  reproduz? Primeiramente, vejamos a questão do seguinte modo: somos nós, que acreditamos, por uma espécie de tradição demente, que deve haver uma gloriosa próxima geração, a qual será a feliz herdeira e vítima de nossa inconsequência asinina.

As razões estão explicadas em qualquer livro de biologia básica; ou seja, como toda espécie, somos programados para nos perpetuar, cuidar de nossa prole e depois voltar ao pó com uma sensação impalpável, quase convencional de dever cumprido.

Todavia, a questão encontra-se estrita e ardilosamente vinculada ao maior referencial de prazer: sexo; ou seja, um engodo criado pela natureza com tamanha monstruosidade e perfídia que deixaria o próprio diabo parecendo um amador quando o assunto é levar os indivíduos a realizar maus negócios.

Portanto, a animalidade humana é o que responde pelos motivos tortuosos da procriação, e isso praticamente sem qualquer intermédio da razão, já que seu poder de persuasão está na procriação; daí em diante limita-se a devanear sobre quantos deleites se seguirão à equação ejaculação + nove meses = felicidade

Pois bem; nasce um filho e, inocentemente, lança suas pragas sobre o pobre-diabo. Obviamente, o faz com a melhor intenção, sonhando com um futuro brilhante e cheio de alegria para sua prole. Não imagina que o mesmo impulso cego que o levou a lutar pela conquista de uma vida estável – que continua insípida – agora o leva, como o desfecho de sua comédia, a perpetuá-la simplesmente porque não consegue suportar o tédio e a frustração de isso tudo que conquistou não haver servido para absolutamente nada.

Procura alívio desesperadamente, seja em amizades, jogos, esportes, extravagâncias, festas, sexo, drogas; porém, na manhã seguinte, sente a realidade sussurrar-lhe ao ouvido seu fracasso. Com isso resigna-se de sua tão sonhada, profunda e estupenda felicidade pessoal que haveria de vir inexoravelmente e passa o bastão adiante, pensando que com isso está fazendo o que há de mais nobre sobre a terra.

Como se pode verificar cotidianamente, a maioria dos indivíduos é dotada de uma visão tão curta e de um egoísmo tão irrefreável que sequer pensa na possibilidade de que o outro indivíduo, criado a partir do nada, a despeito das melhores intenções, será tão desgraçado quanto ele próprio. Não enxerga, sequer desconfia do grau de crueldade envolvido no ato de transformar uma poeira que esteve morta por bilhões de anos em um ser vivo simplesmente porque se encontra insatisfeito com sua própria vida.

Resistência e Rompimento de Paradigmas

Mulheres que desafiam a maternidade proibicionista são verdadeiras revolucionárias. Elas questionam o sistema que tenta enquadrá-las em estereótipos ultrapassados e rejeitam a ideia de que a maternidade é um destino único e inquestionável.

A resistência se manifesta de diversas formas, desde escolhas conscientes de não terem filhos até a luta pelos direitos reprodutivos. A quebra de paradigmas é uma afirmação de autonomia, um grito de liberdade que ressoa nas mentes de mulheres que se recusam a aceitar imposições sobre suas vidas.

A Imposição da Maternidade e seus Desafios

A pressão para ser mãe é uma realidade muitas vezes silenciosa, mas profundamente arraigada. Mulheres enfrentam expectativas sociais, familiares e, por vezes, até mesmo institucionais para se conformarem ao ideal da maternidade. No entanto, a maternidade proibicionista surge quando certas mulheres são desencorajadas ou impedidas de exercerem seu direito de serem mães, seja por sua orientação sexual, condição financeira ou escolhas de vida.

Supondo as circunstâncias mais favoráveis, (você) nasceu em uma boa família, teve educação, formou-se na área de conhecimento de que mais gosta, conquistou respeito profissional e independência financeira, casou-se com seu amado, comprou a maioria das coisas que desejou, visitou os lugares mais curiosos da terra. Em suma, já buscou no mundo toda espécie de felicidade, cumpriu os objetivos que sonhou para si mesmo; não obstante, continua insatisfeita com sua condição e sente-se uma desgraçada. Começa a desconfiar que a marcha do mundo é uma piada de mau gosto, mas nega-se a confessar isso para si mesma; continua a buscar alguma solução exterior para sua infelicidade interior.

A Importância do Diálogo e da Educação

Para combater a maternidade proibicionista, é essencial promover diálogos abertos e inclusivos. Educação sobre escolhas reprodutivas, respeito às diferentes trajetórias de vida e desconstrução de estigmas são passos cruciais para criar uma sociedade mais justa e igualitária.

A maternidade proibicionista não tem lugar em uma sociedade progressista.

Cada mulher tem o direito de decidir sobre sua própria vida, incluindo a escolha de ser ou não ser mãe. Celebrar a diversidade de escolhas é o caminho para construir um mundo onde todas as mulheres se sintam livres para viverem suas vidas de acordo com suas vontades e aspirações.

Conclusão: Celebrando a Diversidade de Escolhas

Sejamos agentes de mudança, desafiando normas que não servem à verdadeira liberdade e igualdade. A maternidade proibicionista não pode resistir à força daqueles que acreditam na autonomia e no respeito à individualidade de cada mulher.

Não obstante, quando, por uma sensatez milagrosa, a razão tem a oportunidade de proferir algumas palavras prudentes a esse respeito, quase nunca são em favor, mas explicitamente contra, sugerindo métodos contraceptivos e narrando histórias horripilantes sobre noites insones regadas a berros, leite e excrementos, cujos protagonistas posteriormente evoluem ao estágio de parasitismo e aí ficam até que o cordão monetário seja cortado. Todavia, contrariando tudo que toca o bom-senso, vejamos os motivos que normalmente se apresentam em favor da procriação intencional.

Certo indivíduo, depois de ter sido amaldiçoado pela geração anterior com a condição de ser vivo, começa a sentir certo vazio em sua existência.

É verdade que, por vezes, se amargura sinceramente quando vê sua cria sofrendo no turbilhão do mundo, mas esconde no fundo de seu coração a culpa de ser ele o único responsável por isso; culpa o mundo, inventa mil explicações sobre a necessidade de aprender com os próprios erros para se tornar um homem feito, mas nunca se põe honestamente a questão de que o verdadeiro erro foi a multiplicação da dor que causou. Compreender que nada merece a punição de nascer neste mundo miserável constitui a verdadeira lição a ser aprendida com a vivência. Assim sendo, sua própria experiência de vida – da qual paradoxalmente se orgulha tanto e que tenta passar ao seu filho como se valesse algo além de um tímido pedido de desculpa velado

Entretanto, esse tipo de consideração jamais passa pela cabeça da maioria dos indivíduos, nem mesmo quando recebem à cara um não pedi para nascer – algo que deveria fazer com que se cobrissem de vergonha por um ato tão mesquinho, tão ridículo quanto tirar da matéria inanimada a paz que eles próprios almejavam ao cultivar o sonho de ter um filho, ignorando que isso só pode ser alcançado com a morte, com o fim dessa lamentável sucessão de eventos tragicômicos que denominamos vida.

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A convivência pacifica no paraíso terra Brasilis

Em um mundo marcado por diversas culturas, cores e origens, a busca pela convivência pacífica e pela celebração da diversidade é mais relevante do que nunca. Ao explorar o conceito de um paraíso da miscigenação racial e da democracia, somos levados a vislumbrar uma sociedade harmoniosa onde diferentes etnias e visões coexistem em equilíbrio


O preconceito – este grande conceito que impede a humanidade de caminhar ao futuro promissor onde há um grande buraco de minhoca rumo a “OZ” e lá estão os ursinhos carinhosos.

 Em vez de apontar uma centena de problemas insolúveis e apresentar imprecisamente o preconceito como vilão, é mais interessante investigarmos exatamente o que se denomina preconceito e a mecânica do raciocínio que o coloca como culpado.


Na estrutura da argumentação lógica, em vez de utilizar o termo "preconceito", considerado uma falácia, emprega-se a expressão "acidente invertido" ou "generalização grosseira". Isso envolve a formulação de uma regra geral com base em dados limitados ou altamente específicos, resultando em inferências insuficientes para representar adequadamente a realidade do evento em questão. O processo intelectual legítimo que dá origem a generalizações é conhecido como indução.

Contudo, surge um desafio na formação de noções por meio da indução, um tema debatido entre os céticos. Não há garantia de que a observação de um número limitado de eventos de natureza uniforme seja suficiente para estabelecer uma regra geral infalível.

Miscigenação Racial como Força Unificadora

No paraíso da miscigenação racial, as fronteiras étnicas desaparecem, dando lugar a uma rica tapeçaria de diversidade. A fusão de culturas, tradições e perspectivas cria uma sociedade onde as diferenças são celebradas, e a identidade é forjada através da interação intercultural. A miscigenação não apenas enriquece a herança genética, mas também fortalece os laços sociais ao transgredir barreiras historicamente construídas.

A beleza dessa miscigenação reside na capacidade de aprender uns com os outros, incorporando tradições e costumes diversos. O diálogo intercultural se torna uma ferramenta vital na formação de uma identidade coletiva que transcende as divisões raciais, construindo um tecido social mais resiliente.

Democracia como Pilar da Participação Cidadã

Em um paraíso da democracia, todos têm uma voz e são representados no processo decisório. A democracia não é apenas um sistema de governo, mas uma filosofia que promove a inclusão e a igualdade. Na utopia democrática, as políticas são moldadas por uma ampla gama de perspectivas, refletindo as necessidades e aspirações de toda a população.

A participação cidadã se torna o coração pulsante da sociedade, permitindo que todos contribuam para a construção de um futuro coletivo. A igualdade perante a lei e o respeito pelos direitos humanos são os alicerces sobre os quais a democracia floresce, promovendo uma convivência pacífica ao garantir que todos tenham oportunidades iguais.

Desafios e Superando Divergências

Embora a ideia de um paraíso da miscigenação racial e da democracia seja cativante, é crucial reconhecer os desafios que surgem. Divergências culturais e políticas podem persistir, exigindo um comprometimento constante com o diálogo e a compreensão mútua. A educação desempenha um papel fundamental na desconstrução de preconceitos, promovendo a aceitação e a valorização da diversidade.

Além disso, é imperativo enfrentar questões estruturais que perpetuam desigualdades, garantindo que todos os cidadãos tenham acesso a oportunidades equitativas. Políticas inclusivas e medidas afirmativas podem ajudar a corrigir disparidades históricas, fortalecendo os alicerces de um paraíso verdadeiramente igualitário.

Ao imaginar um paraíso da miscigenação racial e da democracia, inspiramo-nos a construir uma sociedade onde a riqueza da diversidade é plenamente apreciada e a participação de todos é valorizada. Confrontando desafios com empatia e determinação, podemos avançar em direção a um futuro onde a convivência pacífica é não apenas uma aspiração, mas uma realidade vibrante. Neste paraíso, a miscigenação e a democracia são os faróis que guiam o caminho para uma coexistência frutífera e verdadeiramente igualitária.

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NOMOFOBIA - REFÉNS DA TELA

No mundo moderno, somos prisioneiros de nossos próprios dispositivos, reféns de uma constante necessidade de conexão. A nomofobia, essa ansiedade tecnológica que nos acorrenta aos nossos smartphones, é uma opressão que devemos desafiar.

Cada vibração, cada notificação, torna-se um elo a mais em nossas correntes digitais. Estamos perdendo a batalha pela autonomia, entregando nossas mentes e almas aos algoritmos que nos mantêm cativos.

Se já não experimentamos sentimentos de solidão ou desorientação em nosso dia a dia, isso pode indicar que estamos nos afastando de nossa humanidade, perdendo o contato consigo mesmos. A sobrecarga de estímulos externos, provenientes do mundo ao nosso redor. Estamos imersos em uma confusão de informações, de vozes e visões, textos e imagens e no fim nada se encontra, tudo de muito nada.

Esse tempo dedicado a este mundo frequentemente nos leva a passar a maior parte, ou até mesmo todo o nosso tempo, às demandas do mundo tecnológico que esses aparelhos nos oferecem.

Causando uma "abstinência de celular" que geralmente se refere ao desconforto psicológico experimentado por algumas pessoas ao ficarem sem usar seus celulares, devido à dependência ou uso excessivo.

É mais comum ser chamado de nomofobia. 

Isso se tornou uma preocupação crescente devido à proliferação do uso de dispositivos móveis.

Os sintomas podem variar, incluindo nervosismo, agitação e desconforto.

Os sintomas da nomofobia podem incluir, ansiedade, inquietação, palpitações, sudorese, desconforto ou pânico ao ficar sem o celular.

Algumas pessoas também podem experimentar dificuldade em se concentrar, insônia e preocupações constantes sobre a perda do acesso ao dispositivo.

Estes sinais refletem a dependência emocional e psicológica em relação aos smartphones.

O que é a Nomofobia:

A nomofobia, termo derivado da expressão "no mobile phobia," descreve a ansiedade e o medo associados à impossibilidade de usar ou estar sem um celular. À medida que os dispositivos móveis se tornaram uma extensão essencial da vida cotidiana, esse fenômeno psicológico emergiu como uma preocupação crescente.

As origens da nomofobia estão profundamente entrelaçadas com o percurso da evolução tecnológica. À medida que os dispositivos móveis se tornam uma parte cada vez mais intrínseca de nossas vidas, compreender suas origens é essencial para abordar a dependência e ansiedade associadas. Ao traçar essa jornada, podemos desenvolver estratégias mais eficazes para enfrentar os desafios contemporâneos da nomofobia e promover uma relação mais saudável com a tecnologia móvel.

O advento da tecnologia móvel revolucionou a maneira como nos comunicamos e interagimos. A nomofobia, no entanto, revela um aspecto menos explorado desse avanço, destacando a dependência emocional e psicológica que muitos desenvolveram em relação aos seus smartphones.

A nomofobia é caracterizada por sintomas que variam de nervosismo e ansiedade a agitação e desconforto quando alguém se encontra sem acesso ao celular. O termo tem suas raízes na sociedade moderna, onde os dispositivos móveis se tornaram não apenas ferramentas de comunicação, mas extensões de nossa identidade e estilo de vida. Os sintomas da nomofobia abrangem uma variedade de manifestações físicas e emocionais. A incapacidade de se concentrar, insônia e preocupações persistentes sobre a perda do acesso ao dispositivo são indicadores adicionais dessa ansiedade tecnológica. Diversos fatores contribuem para o desenvolvimento da nomofobia. A constante conectividade social, a dependência de aplicativos e a sensação de segurança proporcionada pelos dispositivos são elementos-chave. Além disso, a pressão social para estar sempre online e a integração dos smartphones nas atividades diárias desempenham papéis significativos.

A nomofobia não é apenas uma curiosidade psicológica; tem implicações reais na saúde mental. A ansiedade constante associada à dependência do celular pode levar a problemas como estresse crônico, isolamento social e dificuldades de concentração. Reconhecer e abordar esses impactos torna-se crucial para o bem-estar emocional. Para lidar com a nomofobia, é essencial adotar estratégias preventivas e de tratamento. Estas podem incluir limitar o tempo de tela, estabelecer períodos sem o uso do celular e buscar apoio psicológico quando necessário. A conscientização sobre a nomofobia é o primeiro passo para enfrentar essa preocupação crescente.

A nomofobia é uma realidade contemporânea que destaca a complexa interação entre a sociedade e a tecnologia. Compreender seus sintomas, causas e impactos é crucial para mitigar os efeitos negativos. Ao promover um equilíbrio saudável entre a conectividade digital e o bem-estar mental, podemos enfrentar a nomofobia e cultivar uma relação mais consciente com nossos dispositivos móveis.

ISSO É SOPA COM VIDRO MOIDO!!!

Quando você não consegue reagir diante a um mal iminente, você está refém desse mal! Estar muito conectado com a rede é estar desconectado consigo mesmo.

É hora de nos revoltarmos contra essa tirania tecnológica! Reclamemos nosso tempo, nossa paz e nossa identidade. Não permitamos que a nomofobia nos transforme em escravos da tela. Ergamo-nos, desliguemos os dispositivos e reafirmemos nossa liberdade. Que o grito de revolta ecoe, libertando-nos das garras eletrônicas que nos mantêm prisioneiros. A nomofobia não nos definirá; nós tomaremos de volta o controle!




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(Des)demonização da Africanidade Brasil

As religiões afro-brasileiras, como o Candomblé, a Umbanda e o Batuque, são uma parte fundamental da cultura e da história do Brasil. No entanto, essas religiões ainda são alvo de preconceito e intolerância, principalmente por parte de grupos religiosos hegemônicos, como o cristianismo.

A demonização das religiões afro no Brasil tem raízes históricas profundas. Durante o período colonial, os negros escravizados eram obrigados a converter-se ao cristianismo, mas suas práticas religiosas tradicionais eram vistas como heresias e perseguidas pela Igreja Católica. Essa perseguição continuou mesmo após a abolição da escravatura, e as religiões afro-brasileiras continuaram a ser marginalizadas e discriminadas.

O triste depoimento de ódio de um traficante:

“Um pastor sério não vai aceitar que uma coisa que é ilegal na lei humana e imoral seja associada a Cristo”, diz o pastor Carlos Alberto, que atua há 17 anos como pastor na favela da Cidade de Deus e antes era, ele próprio, traficante. “O pastor tem que mostrar para a pessoa que ela pode se arrepender, mas para ser aceito como evangélico ela tem que largar tudo que é contrário aos princípios bíblicos, morais e éticos.”

A demonização dessas religiões é muitas vezes resultado de preconceito, ignorância e intolerância religiosa. Ela se manifesta de várias maneiras, incluindo estereótipos negativos, discriminação, vandalismo de locais de culto, agressões físicas e até mesmo violência mais grave. Essas ações são inaceitáveis e violam os direitos fundamentais de liberdade religiosa e igualdade.

A intolerância religiosa é um problema global que envolve discriminação, hostilidade ou violência direcionada a pessoas ou grupos com base em sua afiliação religiosa.

A demonização das divindades africana em específico, retrata heranças da moralidade e medos europeus estimulados durante a Idade Média, ligados principalmente às doenças e à sexualidade. Atributos pejorativos a Exu, como “Exu Corona” ou “Pandemônia”, indicam processo de demonização de divindades de religião de matriz africana como forma de canalizar angústias sociais para ganhos próprios. O processo de educação religiosa pode ser importante meio de transformação social pela problematização do contraste entre essência e aparência associados a Exu como forma de resistência. 

No contexto atual, a demonização das religiões afro é alimentada por diversos fatores, incluindo:

O racismo estrutural da sociedade brasileira: As religiões afro-brasileiras são associadas à cultura negra, que é historicamente discriminada no Brasil.

O crescimento das igrejas neopentecostais: Essas igrejas, que se caracterizam por um discurso fundamentalista e anti-herético, têm sido um dos principais agentes da demonização das religiões afro.

A falta de conhecimento sobre as religiões afro: Muitas pessoas desconhecem os fundamentos dessas religiões, o que facilita a disseminação de preconceitos e estereótipos.

. Aqui estão alguns fatos sobre a intolerância religiosa:

Ampla Escala Global: A intolerância religiosa ocorre em todo o mundo e afeta várias religiões e grupos religiosos, incluindo cristãos, muçulmanos, judeus, hindus, sikhs, budistas e outros.

Motivações Diversas: A intolerância religiosa pode ser motivada por uma variedade de fatores, incluindo preconceitos religiosos, políticos, étnicos ou culturais. Às vezes, ela é resultado de conflitos históricos ou territoriais.

Ataques e Violência: Em muitos casos, a intolerância religiosa leva a ataques físicos e violência contra indivíduos e comunidades religiosas. Isso pode incluir ataques a locais de culto, perseguição religiosa e até mesmo genocídios.

Discriminação e Preconceito: Além da violência, a intolerância religiosa pode manifestar-se por meio da discriminação no acesso a oportunidades educacionais, emprego e serviços públicos.

Restrições à Liberdade Religiosa: Em algumas regiões, os governos impõem restrições à liberdade religiosa, limitando o direito das pessoas de praticar sua religião livremente. Isso pode incluir a proibição de certas práticas religiosas, censura de materiais religiosos e restrições à construção de locais de culto.

Perseguição de Minorias Religiosas: Minorias religiosas muitas vezes enfrentam discriminação e perseguição em países onde são uma minoria. Isso pode levar ao deslocamento forçado e à diáspora de comunidades religiosas.

Luta contra a Intolerância Religiosa: Organizações e defensores dos direitos humanos em todo o mundo trabalham para combater a intolerância religiosa, promovendo a conscientização, pressionando por mudanças nas políticas e leis, e defendendo a liberdade religiosa e a igualdade.

Papel das Mídias Sociais: As mídias sociais podem ser um meio para a disseminação do discurso de ódio religioso. A propagação rápida de informações e opiniões online pode aumentar as tensões religiosas e a hostilidade.

Efeito Duradouro: A intolerância religiosa pode ter efeitos de longo prazo nas comunidades afetadas, prejudicando a coesão social, a harmonia e o desenvolvimento econômico.

Diálogo Inter-religioso: O diálogo inter-religioso é uma abordagem importante para promover a compreensão e a tolerância entre diferentes grupos religiosos. Reunir líderes religiosos e comunidades para discutir questões comuns pode ajudar a construir pontes e reduzir conflitos.

É importante compreender que a demonização das religiões de matriz africana muitas vezes está enraizada em estereótipos negativos, desinformação e preconceitos que têm suas raízes na história colonial e na escravidão. Essas religiões foram frequentemente associadas a práticas demonizadas pelas autoridades coloniais, o que contribuiu para a perseguição histórica dessas crenças.

NarcoPentecostalismo no Rio de Janeiro

A demonização das religiões afro tem consequências graves para seus adeptos. Eles são vítimas de discriminação, violência e até mesmo de assassinatos. Além disso, a demonização dessas religiões dificulta a sua preservação e a sua difusão.

“O termo neopentecostalismo tem sido empregado por diversos pesquisadores que analisam o fenômeno de narcotraficantes que assumem, de forma explícita e aberta, religiões neopentecostais, inclusive em suas atividades criminosas”, explica a cientista política Kristina Hinz, pesquisadora do Laboratório de Análise da Violência da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) e doutoranda na Free University, de Berlim.

Na Matéria a seguir diz que após conversão de traficantes as religiões evangélicas passaram a proibir adeptos das religiões afro de até mesmo de manter suas roupas no varal! “os traficantes da favela, frequentadores de igrejas evangélicas, não toleravam a “macumba”. Terreiros, roupas brancas e adereços que denunciassem a crença já haviam sido proibidos, há pelo menos cinco anos, em todo o morro.”

https://oglobo.globo.com/rio/traficantes-proibem-candomble-ate-roupa-branca-em-favelas-9892892

https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2023/05/12/narcopentecostalismo-traficantes-evangelicos-usam-religiao-na-briga-por-territorios-no-rio.ghtml

“Já há registros na Associação de Proteção dos Amigos e Adeptos do Culto Afro-Brasileiro e Espírita de pelo menos 40 pais e mães de santo expulsos de favelas da Zona Norte pelo tráfico. Em alguns locais, como no Lins e na Serrinha, em Madureira, além do fechamento dos terreiros, também foi proibido o uso de colares afros e roupas brancas. De acordo com quatro pais de santo que passaram pela situação e foram ouvidos pelo jornal “Extra”, o motivo das expulsões é o mesmo: a conversão dos chefes do tráfico a denominações evangélicas.” (fonte: Jornal extra)

Já nas comunidades de Parada de Lucas, Vigário Geral e outras uma facção se autodenomina “Tropa de Arão” — uma figura cristã, irmão de Moisés. A estrela de David foi espalhada em muros e bandeiras nas entradas das favelas, e está até em neon no alto de uma caixa d’água na comunidade Cidade Alta. O território foi batizado, segundo a polícia, de “Complexo de Israel” pelo chefe da Tropa — uma referência à “terra prometida” para o “povo de Deus” na Bíblia.

O Complexo de Israel é emblemático de um fenômeno que alguns pesquisadores têm chamado de “narcopentecostalismo” — não apenas o surgimento de traficantes que se declaram evangélicos, mas a forma como isso influencia a atuação das facções na disputa por territórios no Rio de Janeiro.

Para combater a demonização das religiões de matriz africana, é necessário promover a educação e a conscientização sobre essas religiões, bem como a importância do respeito pela diversidade religiosa. Além disso, é fundamental que haja leis e políticas que protejam os direitos religiosos das comunidades que praticam essas religiões e que responsabilizem aqueles que promovem o ódio ou a discriminação religiosa.

Para isso, é necessário:

Promover a educação sobre as religiões afro: É preciso conscientizar a população sobre os fundamentos dessas religiões e sobre a sua importância para a cultura brasileira.

Combater o racismo: O racismo é a base da demonização das religiões afro. É preciso combater o racismo em todas as suas formas, para que as religiões afro sejam respeitadas e valorizadas.

Proteger os direitos dos adeptos das religiões afro: É preciso garantir que os adeptos das religiões afro tenham seus direitos respeitados, inclusive o direito à liberdade de religião.

É importante reconhecer a intolerância religiosa como um problema sério que afeta a paz e a estabilidade em muitas partes do mundo. Promover a tolerância religiosa, a compreensão mútua e a liberdade religiosa são passos cruciais para mitigar esse problema e construir sociedades mais inclusivas e harmoniosas.

A luta contra a demonização das religiões de matriz africana é parte de um esforço mais amplo para promover a tolerância religiosa e a igualdade em todas as esferas da sociedade. É um chamado à reflexão sobre a importância de respeitar e valorizar a diversidade de crenças e práticas espirituais que enriquecem nossa sociedade e nosso mundo.


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NATALINO BRASIL DO EXTREMO

Chegou Natal no Brasil, a temporada festiva revela um abismo social entre aqueles que têm demais e aqueles que reviram lixões em busca de sustento. Há quem só tem um cobertor e um animal abandonado! Essa é a dualidade da maior referência festiva do mundo.

Neste artigo, expomos as marcantes diferenças nas celebrações natalinas entre as classes sociais, destacando a desigualdade que permeia essa época de festividades.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2018, 15,3 milhões de brasileiros viviam abaixo da linha da pobreza, o que equivale a 7,4% da população Além disso, a concentração de renda no Brasil é alta, com os 10% mais ricos da população concentrando 43,1% da massa de rendimentos, enquanto os 10% mais pobres concentram apenas 0,8%.  Ainda segundo o IBGE, 104 milhões de cidadãos brasileiros ganham menos de R$ 413 por mês, o que representa 50% da população brasileira . Essas desigualdades econômicas e sociais são preocupantes e exigem ações concretas para serem resolvidas.

Natal dos Ricos: Abundância e Luxo:

Para os brasileiros mais abastados, o Natal é um espetáculo de luxo e abundância. As residências são decoradas com árvores imponentes, enfeites reluzentes e luzes cintilantes. As refeições suntuosas são elaboradas com ingredientes finos, e presentes envoltos em papel reluzente inundam as árvores de Natal.

Jantares sofisticados são compartilhados em família, onde iguarias culinárias são preparadas por chefs especializados. A troca de presentes é um ritual que reflete a prosperidade financeira, com embrulhos exuberantes escondendo itens de luxo.

Natal dos Pobres: Esperança no Meio da Adversidade:

Por outro lado, nas comunidades mais carentes, o Natal é uma celebração marcada pela resiliência e esperança. As decorações podem ser simples, feitas com materiais reciclados, mas emanam um espírito de união. As árvores são muitas vezes improvisadas, mas carregam alegria genuína.

As refeições são modestas, mas o calor humano e a solidariedade são abundantes. Em meio à escassez, as famílias compartilham o que têm, fortalecendo os laços comunitários. Os presentes podem ser modestos, mas a troca é rica em significado e afeto.

Diferenças nos Símbolos Natalinos:

Enquanto os ricos desfrutam de luzes brilhantes e decorações opulentas, os pobres encontram beleza na simplicidade das luzes de rua e na criatividade das decorações caseiras. O Natal, para os menos privilegiados, é mais sobre compartilhar o que têm do que acumular mais.

Conclusão:

O Natal no Brasil, marcado por extremos, reflete as profundas disparidades sociais que persistem no país. Enquanto alguns se deleitam na opulência, outros encontram alegria na superação das adversidades.

A conclusão ressalta a dualidade do Natal no Brasil, enfatizando o papel do contraste social nessa época festiva. Além disso, faço um apelo à reflexão sobre as desigualdades sociais, sugerindo a necessidade de um esforço coletivo em direção a um futuro mais inclusivo e igualitário, onde todos possam celebrar o Natal com dignidade.

Existem muitas iniciativas da sociedade civil que buscam amenizar a desigualdade social no Brasil durante o Natal. Algumas dessas iniciativas incluem:

·         Campanha Natal Sem Fome: A campanha foi criada em 1994 pelo sociólogo e ativista político Herbert de Souza, conhecido como Betinho, com o objetivo de sensibilizar os brasileiros sobre o drama da fome. A campanha foi retomada em 2017 devido ao aumento da pobreza no país.

·         Doações de alimentos e brinquedos: Muitas organizações e grupos realizam campanhas de arrecadação de alimentos e brinquedos para distribuir a famílias carentes durante o Natal 1.

·         Voluntariado: Muitas pessoas se voluntariam para ajudar em abrigos, cozinhas comunitárias e outras organizações que trabalham com pessoas em situação de vulnerabilidade social 1.

·         Ações de solidariedade: Muitas pessoas realizam ações de solidariedade, como distribuir roupas e cobertores para pessoas em situação de rua, durante o Natal 

Que esta temporada natalina sirva como um lembrete para a necessidade de abordar as desigualdades e trabalhar rumo a um futuro em que todos possam celebrar com dignidade e igualdade.


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