A INDÚSTRIA DA DOENÇA

 

A vida nas favelas é incrível, na infância somos obrigados a superar todos os tipos de desafios, da rotina de comer mal a falta de tudo. Quando você superar as adversidades da infância e se torna adolescente você se torna obcecado em “ter” sendo que não tivemos a mínima base para ter nada. Aprendemos que começar a trabalhar cedo é a única forma de ter alguma coisa. Nos tornamos adultos e uns nem entendem direito por que tanta luta sem chegar a lugar algum!


Logo 30 anos, grande maioria dos adultos que chegam a essa idade estão cheios de paradigmas, você entende que não pode comer qualquer coisa, que ressaca é realmente algo que deixa traumas, que a maioria das coisas traz frustração, que acumular riquezas é muito mais complicado que se imaginava e que relacionamentos não são contos de fadas. Com isso as doenças da mente se refletem no corpo então a procura por um especialista fica cada vez mais frequente, dando oportunidade a maquina de destruição humana de se alimentar.


Leia esse texto:

Aos 30 anos, você tem uma depressãozinha, uma tristeza meio persistente; 

Ao procurar um especialista é prescrito FLUOXETINA. A Fluoxetina dificulta seu sono.

Então, prescreve-se CLONAZEPAM, o Rivotril da vida. O Clonazepam o deixa meio bobo ao acordar e reduz sua memória.

Volta-se ao doutor. Ele nota que você aumentou de peso. Aí, vem a prescrição da SIBUTRAMINA. A Sibutramina faz perder uns quilinhos, mas lhe dá uma taquicardia incômoda. 

Novo retorno ao doutor.

Além da taquicardia, ele nota que você, além da “batedeira” no coração, também está com a pressão alta. Então, prescreve-lhe LOSARTANA e ATENOLOL, este último para reduzir sua taquicardia.

Você já está com 35 anos e toma: Fluoxetina, Clonazepam, Sibutramina, Losartana e Atenolol. É aparentemente adequado, prescrever um “polivitamínico”.

Como o doutor não entende nada de vitaminas e minerais, manda que você compre um “polivitamínico de A a Z” da vida, que pra muito pouca coisa serve.

Mas, na mídia, Luciano Huck disse que é ótimo.

Você acreditou, e comprou. Lamento! Já se vão R$ 350,00 por mês.

Pode pesar se você não tem um orçamento que banque.

O dinheiro a ser gasto em investimentos e lazer, escorre para o ralo da indústria farmacêutica. Você começa a ficar nervoso, preocupado e ansioso (apesar da Fluoxetina e do Clonazepam), pois as contas não batem no fim do mês.

Começa a sentir dor de estômago e azia. Seu intestino fica “preso”. Procura-se outro doutor.

Que prescreve: OMEPRAZOL + DOMPERIDONA + LAXANTE “NATURAL”.

Os sintomas diminuem, alguns, mas só os sintomas, a causa ainda vive dentro de ti e apesar da “escangalhação” que virou sua flora intestinal aconteceu alguma melhora.

Outras queixas aparecem. Dentre elas, uma é particularmente perturbadora:

aos 37 anos apenas, você não tem mais potência sexual.

Além de estar “brochando” com frequência, tem pouquíssimo esperma e a libido está embaixo dos pés. Para o doutor da medicina da doença, isso não é problema. Até manda você escolher o remédio: SILDANAFIL, TADALAFIL, LODENAFIL ou VARDENAFIL, escolha por uni, duni, te.

Sua potência melhorou, mas, como consequência, essas soluções dão uma tremenda dor de cabeça, palpitação, resistência e coriza.

Não. Não há problema, o doutor aumenta a dose do ATENOLOL e passa uma NEOSALDINA para você tomar antes do sexo.

Se precisar, instale um “remedinho” para seu corrimento nasal, que sobrecarrega seu coração. Quando tudo parecia solucionado, aos 40 anos, você percebe que seus dentes estão apodrecendo e caindo. (entre nós, é o antidepressivo).

Agora vem a grana pra gastar com o dentista. Nessa mesma época, outra constatação: sua memória está falhando bem mais que o habitual. Mais uma vez, para seu médico, isso não é problema: GINKGO BILOBA é prescrito.

 Nos exames de rotina, sua glicose está em 110 e seu colesterol em 220. Nas costas da folha de receituário, o médico prescrito METFORMINA + SINVASTATINA. “É para evitar Diabetes e Infarto”, diz o cuidador de sua saúde. Aos 40 e poucos anos, você já toma: FLUOXETINA, CLONAZEPAM, LOSARTANA, ATENOLOL, POLIVITAMÍNICO de A a Z, OMEPRAZOL, DOMPERIDONA, LAXANTE “NATURAL”, SILDENAFIL, VARDENAFIL, LODENAFIL ou TADALAFIL, NEOSALDINA (ou “Neusa”, como chamam), GINKGO BILOBA, METFORMINA e SINVASTATINA (convenhamos, isso está muito longe de ser saudável!).

Mil reais por mês! Sem saúde!!! Entretanto, você ainda continua deprimido, cansado e engordando.



--- Ô doutor, seu FDP, vai trocar de novo? Sim!  Troque a Fluoxetina por DULOXETINA, um antidepressivo “mais moderno”. Após dois meses você se sente melhor (ou um pouco “menos ruim”). Porém, outro contratempo surge: o novo antidepressivo o faz urinar demoradamente e com jato fraco. Passa a ser necessário levantar duas vezes à noite para mijar. Lá se foi seu sono, seu descanso extremamente necessário para sua saúde. Mas isso é fácil para seu médico: ele prescreve TANSULOSINA, para ajudar na micção, ou ato de urinar. Você melhorou, realmente, contudo... não ejacula mais. Não sai nada! Vou parar por aqui. É deprimente. Isso não é medicina. Isso não é saúde,é uma escalada para um fim inevitavel.

Essa história termina com uma situação cada vez mais comum: a DERROCADA EM BLOCO da sua saúde.

Você está obeso, sem disposição, com ereção e memória sofríveis e concentração deficiente. Diabético, hipertenso e com suspeita de câncer. Dentes: nem vou falar. O peso elevado arrebentou seu joelho (um doutor cogitou até colocar uma prótese). Surge na sua cabeça a ideia maluca de procurar um CIRURGIÃO BARIÁTRICO, para “reduzir seu estômago” e um PSICOTERAPEUTA para cuidar de sua mente destrambelhada é saudável.

Sem grana, triste, ansioso, deprimido, pensando em dar fim à sua minguada vida e... DOENTE, muito doente! Apesar dos “remédios” (ou por causa deles!!). 


Ahhhh mais aceite que isso é normal! É importante considerar que muitas vezes enfrentamos desafios de saúde e dependência, que afetam nossos órgãos internos. Seus Rins, estomago, fígado e coração foram dilacerados com isso o aumento das dores, intoxicação e dependência. Mais você continua com a sua esperança intacta.

Há necessidades humanas que possuem realidades por detrás, como a busca intensa pela cura! . É essencial lembrar que nossos corpos dependem de energia para funcionar adequadamente. Na realidade, muitas de nossas necessidades são de natureza psicológica, e aprendemos desde cedo que não podemos satisfazê-las completamente sozinhos. A solidão é uma possibilidade tangível para evitar isso tudo, mas se isolar, não é uma escolha racional nos tempos atuais.

A busca constante pela cura revela a profundidade de nossas necessidades humanas

Isso nos faz refletir sobre como, por vezes, pessoas em condições de extrema vulnerabilidade, como moradores de rua ou comunidades rurais e muito pobres, conseguem viver mais tempo e com uma qualidade de vida surpreendentemente alta. Embora faltem recursos básicos para uma existência plena, sua passagem pela vida é notavelmente longa.

Em meio a essas complexidades, podemos sentir gratidão pela existência de propriedades de cuidados com a saúde e da busca pela cura, que desempenham um papel significativo em nossa sociedade.”  


 



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O lado bom de ser Ruim

 Todos já ouviram a lenda dos dois lobos que habitam qualquer ser humano.

Sabendo que há um lobo mal e um lobo bom que nos habita, e conforme alimentamos o lobo que mais nos convém vamos destacando a nossa personalidade.

E aí, qual lobo você alimenta? 

Já pensamos que existe um universo paralelo, que existe uma versão contraria a nossa esperando um vacilo nosso para nos dominar. Culpamos o diabo, culpamos o maligno mais não paramos para pensar que somente a si mesmo cabe essa responsabilidade.  A cada atitude alimentamos nosso eu interior, se bom se ruim de qualquer jeito alimentamos.

 

Desde tempos imemoriais, a humanidade tem sido cativada pela complexa batalha que ocorre dentro de cada um de nós, uma luta que transcende os campos de batalha físicos e as trincheiras da realidade cotidiana. É uma guerra que acontece nas profundezas de nossa psique, onde os protagonistas são tão antigos quanto a própria humanidade: o Bem e o Mal.

A luta entre esses dois titãs internos é uma narrativa que ecoa através das culturas, religiões e mitologias do mundo, uma metáfora que explora a dualidade inerente à condição humana. É uma reflexão da nossa capacidade única de escolher entre o altruísmo e o egoísmo, a compaixão e a crueldade, a virtude e a corrupção.

A parábola dos Lobos:

Um velho índio Cherokee está ensinando seu neto sobre a vida. Ele diz ao menino: "Uma batalha está acontecendo dentro de mim.

É uma batalha terrível entre dois lobos. Um lobo é o mal - ele é raiva, inveja, tristeza, arrependimento, ganância, arrogância, autocomiseração, culpa, ressentimento, inferioridade, mentiras, falso orgulho, superioridade e ego.

Ele continua, O outro lobo é o bem - ele é alegria, paz, amor, esperança, serenidade, humildade, segurança, benevolência, empatia, generosidade, verdade, compaixão e fé.

A mesma luta está acontecendo dentro de você e dentro de todos os seres humanos.

O neto pensa nisso por um momento e depois pergunta ao avô: Qual lobo vai vencer?

O velho Cherokee responde: Aquele que você alimenta.

O "Lobo Bom" e o "Lobo Mau", como algumas culturas o chamam, representam essas forças em constante conflito. O "Lobo Mau" é o arauto da nossa sombra, sussurrando tentações e justificativas para ações prejudiciais. Ele personifica a raiva, a inveja, o egoísmo e a negatividade que podem nos consumir se permitirmos. Por outro lado, o "Lobo Bom" simboliza nossa essência mais nobre, nutrindo a chama da bondade, empatia, compaixão e amor.

A verdade fundamental é que ambas as forças coexistem em todos nós, e é nossa responsabilidade escolher qual delas alimentar. Esta é a essência da liberdade humana - o poder de decidir conscientemente quem queremos ser. A luta do bem e do mal é uma jornada interna que molda nossas vidas e as vidas daqueles ao nosso redor.

A sociedade, a cultura e a educação desempenham um papel importante nessa batalha. Elas moldam nossos valores, nossas crenças e nossa compreensão do que é certo e errado. No entanto, a verdadeira vitória ocorre quando olhamos para dentro e onfrontamos nossa própria natureza dual. É quando fazemos escolhas éticas, buscamos a autoconsciência e cultivamos a virtude que nos aproximamos da realização plena como seres humanos.

A luta entre o Bem e o Mal não é uma guerra que pode ser vencida de uma vez por todas. É uma jornada contínua, uma dança eterna entre luz e escuridão. A sabedoria está em reconhecer essa dualidade, abraçar o desafio e, sempre que possível, escolher o caminho da bondade, da compaixão e do amor.

Portanto, a batalha interior é uma lembrança de que somos arquitetos de nosso próprio destino, e a luta do bem e do mal dentro de nós é a força motriz que molda a trajetória de nossas vidas. É uma luta que nunca termina, mas é na escolha constante do bem que encontramos a verdadeira realização e a possibilidade de um mundo mais compassivo e justo.

 


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A Crônica do Nada

Hoje, ao sentar diante do papel em branco, minha mente divaga pelos recantos mais improváveis. Não há um acontecimento extraordinário para narrar, nenhuma aventura grandiosa para compartilhar. É uma crônica do nada, mas talvez seja exatamente isso que o mundo precisa às vezes: um olhar atento ao vazio, ao aparentemente insignificante.

Quantas vezes, no seu momento de angústia, você deve ter ouvido: "AHHH, ISSO NÃO É NADA!" Você está dominado por uma doença, e alguém está dizendo que não é nada! Como se pode olhar nos olhos de alguém que se conhece, aqueles olhos que brilham de amor, de tristeza, e perguntar o que está acontecendo, e a pessoa dizer: não é nada.

Que coisa triste é o nada, que coisa boa é o nada. Quando se descobre que um nada é tudo, que começa do nada, tudo fica mais leve. Fazer nada é bom, mas não ter nada para fazer é ruim. Nada pode ser em nossas vidas sem cor, sem sabor, cheiro; pode ser um vazio, um buraco, nada! Mais nada pode ser tudo que temos e teremos por um longo tempo. Tenha medo do nada, o nada é a justificativa dos fracos, dos omissos para esconder tudo!

A Crônica do Nada: Entre o Vazio e o Tudo

O homem bem nascido sabe bastante do nada, e se não é bem nascido, não sabe nada. Para o mal nascido, tudo aquilo que vier a saber será prejudicial; melhor nada saber mesmo. Mas qual o lucro de saber de nada e qual o prejuízo de nada saber?

Saber nada às vezes é mais importante que ter conhecimento, pois nada saber do conhecimento pode preservar a paz. Ao achar que com a sabedoria sabe-se tudo, passa-se a não respeitar nada. Não há nada mais comum do que a existência de gênios não recompensados por aí, que mesmo demonstrando talento e genialidades são considerados nada; nem o conhecimento e a educação salvam você de ser nada. O mundo está cheio de negligenciados educados.

Que coisa horrível é o nada, nada de luz, nada de som, nada em minha volta. Que delícia é o nada, nada de claridade para dormir, nada de barulho para incomodar, nada de pessoas chateando. Como é dúbio um nada, como um nada pode fazer a diferença na vida de alguém.

Um homem não pode dizer o que sinceramente pensa, pois se falar vai acabar sendo taxado de aquele que não diz nada com nada. Muitas vezes, ouvimos que nossa vida não é nada, que o que vivemos e para o que lutamos nunca servirá para nada. E você? O que acha do nada?

O Nada e o Tudo na Existência

O que é o infinito? Nada! Infinito é um adjetivo ou substantivo masculino na língua portuguesa, utilizado para definir algo que não tem limites ou fim; que não teve um princípio e nunca terá um fim; que durará para sempre. Quer dizer "nada".

Quantas vezes já ouvimos a pergunta: Está pensando em quê? E a resposta é: Não estou pensando em nada! Como pode não estar pensando em nada, se pensar é algo concreto na construção mental do ser humano, ninguém para de pensar nem dormindo. Mesmo assim, continuo pensando em nada!

Os problemas da sociedade para os governos não são nada! Já imaginou se o mundo fosse nada? As árvores que são devastadas, o céu esfumaçado, os mares poluídos, os rios degradados não são nada, e a vida? Nada? Para um assassino, o que é a vida? Nada!

Tudo sempre pode ser tudo, mas tudo pode se transformar em nada. Mas nada nunca vai deixar de ser nada. Posso ter tudo na vida sem nunca ter sido nada; posso ter sido tudo para alguém que não significou nada para mim. Posso não ter nada sendo tudo, se consegui tudo sendo tudo que queria, mais na jornada deixei algo para trás; mesmo assim, tudo não valeu de nada.

Entre atletas na rivalidade, quando se pergunta ao líder: "O que é nosso rival?" Na maior relevância para impor autoestima, o líder vai dizer, -- Nosso rival não é nada!

 

A Dualidade do Nada

O nada pode ser tudo para aqueles que não são nada. Mais o nada pode ser o fim de tudo para quem sonha; sonhar com tudo e não realizar nada pode ser também o fim para quem sonhou.

Uma muralha que separou vidas não foi nada; uma guerra que assassinou milhares de vidas não representou nada? Uma bordoada que tomou e te mutilou não foi nada? Uma carta de amor nunca foi nada para quem não era o destinatário, um aborto nunca representará nada para quem o fez, mas foi o fim de tudo para quem não nasceu!

Quantas vezes nos deparamos com coisas gravíssimas e nos dizem: "Não é nada;" E aí se pode afirmar que nada é muito mais grave do que pensamos. Um cúmplice à beira da derrota, prestes a ser preso ou morto diz para o seu parceiro "Não diga nada"; um advogado diz você tem o direito de não falar nada. Será que o "nada" perdoa pecados?

A Tragédia do Nada e a Transformação

Será que um tiro no meio do nada sem direção vai ser o quê? Nada? Se você quer acalmar alguém que ficou muito nervoso com aquele estampido. Com certeza, irá dizer não foi NADA!!! NÃO FOI NADA! Se te acertou, VEIO DO NADA!

Muitas vezes tudo aparece do nada! É por isso que o nada é tão importante e pode realmente te tirar tudo? Quem sofreu na tragédia da barragem não tem mais nada, precisa de tudo. Mesmo quem não tinha nada agora é tudo, pois perdeu tudo. Mais tudo que foi perdido não é nada para os parentes de quem perdeu a sua vida sem ao menos saber de nada o que aconteceu.

Antes da tragédia, aquelas pessoas eram nada, e agora! Como podem ser tudo se perderam tudo? Quer dizer que mesmo sendo nada, não tendo nada podem ser tudo? -- Socorro, salve o nada, pois ele é tudo. Ele não era nada antes, mais agora é tudo, vamos dar tudo que ele precisa para que ele volte a ser nada e não atrapalhe nosso capitalismo.

O Nada, Tudo e a Reflexão Final

Nesta crônica do nada, eu percebo que a vida está cheia de paradoxos. Às vezes, é preciso se perder para se encontrar. É nos momentos de quietude, quando não estamos ocupados com o tumulto do dia a dia, que muitas vezes encontramos respostas para perguntas que nem sabíamos que tínhamos. Portanto, neste dia aparentemente comum, abraço o nada, reconhecendo que, no aparentemente insignificante, está a essência da existência.

Cada respiro, cada silêncio, cada pequeno detalhe é uma parte intrincada do quadro que chamamos de vida. Porque, afinal, a crônica do nada é, de certa forma, a crônica de tudo que realmente importa. O apego excessivo do homem pelos bens materiais é tão grande que ele possui TUDO e acaba não levando NADA!!! A CRÔNICA DO NADA É UMA SIMPLES ANALOGIA PARTICULAR. De que o fim de tudo é Nada!!!


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A Desigualdade dos Iguais

Somos todos iguais?




Parece absurdo, mas não somos. Deveríamos ser.

Num mundo perfeito, todos teríamos as mesmas oportunidades, e passaríamos pelas mesmas dificuldades, igualmente. Nada mais justo do que tratar como iguais os que são iguais;

Como diz Fernando Savater, “não nascemos humanos, nos tornamos humanos por convívio e por contato”. O grande desafio é descobrir que a chave está em reconhecer o que nos torna iguais entre desiguais; que nossa igualdade está dentro e não fora de nós, que compartilhamos sonhos, medos, esperanças, contradições. Saber que a estamos conectados a um mesmo destino comum.

“Todos os seres humanos nascem iguais, mas horas depois já são diferentes.”         

Precisamos aniquilar todos os valores de fora para dentro, nivelá-los ao vazio impessoal para que se possa falar da “igualdade entre todos os homens” como se faz comumente. (“Falsa fala entre humanos”). Mas compreender uma pessoa não é tão simples quanto olhar no espelho e apontar diferenças como o jogo dos 7 erros versão “n” preconceitos. Isso requer um mínimo de alteridade, e essa capacidade pressupõe uma vivência pessoal próxima e compatível com aquela a que se está tentando compreender.

 A expressão aristotélica “devemos tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na medida de sua desigualdade” é utilizada comumente para explicar o princípio da igualdade.

 A imposição desta igualdade é uma gritante forma de moralismo despótico – não parece haver melhor definição de injustiça que tratar os desiguais igualmente.

Isso é generalizar que tudo que for diferente de um modelo social implantado não é compatível a sociedade perfeccionista. O Brasil é um dos países mais desiguais do mundo, no tratamento de suas questões; O Brasil, foi último país a acabar com a escravidão e tem uma perversidade intrínseca na sua herança, que torna a nossa classe dominante enferma de desigualdade e de descaso.

Será que o assassinato de um ser humano faz diferença de como aconteceu para quem matou?

E faz diferença para quem julga o assassinato?

Sim faz toda a diferença! Na questão da Homofobia ou feminicídio faz e muito por se tratar de um sintoma de desigualdade. Não se matou porque era um ser humano; se matou porque era um gay, ou associado aos gays ou uma mulher. “Se não foi homofobia, deixa de ser crime?” Não, é claro que não; mas a homofobia é um crime especial. Um crime desigual.

Um hetero jamais seria espancado num metrô por ser gay.

Nem todos são vítimas desse crime pois há uma separação espontânea de situações. Normal é ejacular na perna da estudante no trem!

O artigo 5º da Constituição Federal de 1998 diz:

Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade.

Portanto, é a moral que estabelece em que o conceito a desigualdade se fundamenta – convenções sociais baseadas em probabilidades estatísticas e desvios-padrão do corpo total de uma população – e coloque-se na equação o conhecimento científico; mas quem dá a palavra final é a moral ou conceitos religiosos formatados por um grupo determinado a dizer o “pode ou não pode” na sociedade. De que adianta fingir que o assassinato foi só um assassinato e ignorar que ele só ocorre a certos segmentos de pessoas e que ele tem menos importância pela simples escolha sexual de um ser humano? De que adianta tratarmos a todos como iguais se não somos iguais?

Nossas vidas não são as mesmas. Não passamos as mesmas dificuldades, não sofremos as mesmas perseguições, não morremos pelos mesmos motivos. A homofobia pode não fazer diferença na vida da maioria, mas faz toda a diferença para as vítimas e se for seu parente vai fazer diferença para você.

“Igualdade para todos” é varrer o problema pra debaixo do tapete, porque na prática alguns são desiguais e merecem que isso seja reconhecido.”


Desigualdade na Politica

No Brasil, por exemplo, com uma população de pouco mais de 51% de mulheres, estas representam apenas cerca de 10% no Congresso. Apesar de pretos e pardos somarem quase 55% do total de brasileiros, em 2014, só 24% de todos os políticos eleitos no país (20% entre os deputados federais) se declararam pertencentes à estas categorias raciais. Entre indígenas, que somam 0,4% da população total, o número de eleitos representou apenas 0,1%. e esses números mostram a desigualdade a respeito às diversidades no Brasil, denotam, mais ainda, que nossos mecanismos democráticos falharam gravemente em garantir uma real representatividade no poder. E essa falta de representação, sem dúvida nenhuma, gera consequências sociais para essas minorias políticas (maiorias em número), que quase sempre enfrentam um debate legislativo que ignora seus problemas específicos.

A minha normalidade que, aos meus olhos, é óbvia, não seria aceita como legítima, pois há uma divergência relevante dos padrões, e mesmo que isso não mude muita coisa propriamente, muda o meu rótulo. Nesta posição, a normalidade parece estranhamente diferente do que sinto como normal e os seus motivos frequentemente me parecem sem sentido e irracionais.

Um renomado pensador disse que no fundo não queremos e não suportamos a igualdade. A história da humanidade é pródiga em demonstrações desta natureza. Nossa história é uma história de dominação, do homem sobre o homem, do homem sobre a natureza. E assim chegamos aqui. Não dá pra pensar em equidade na educação sem contextualizar, pois educação é meio, não é fim.

 Numa sociedade desigual, é injusto tratar a todos da mesma forma. Um objetivo não pode ser seu próprio meio; é impossível alcançar a igualdade por meio da igualdade. Quem é desigual deve receber mais proteção e mais direitos, a fim de que um dia se torne igual e, aí sim, seja tratado como tal.



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Mamães do Brasil Periférico

 



O trecho da Carta Final do I Encontro Internacional das Mães de Vítimas da Violência do Estado nos deixa um grande recado, leia:

Nós somos Mães.

Nós somos Mães Negras, Mães Indígenas, Mães Trabalhadoras, Mães Pobres, Mães de Favelas, Mães Periféricas: Nós somos Mães Guerreiras!

Nós somos Mães Sem-Teto, Mães Sem-Terra, Mães Donas de Casas e de Barracos, Empregadas ou Desempregadas, Mães de Secundaristas em Luta, Mães de Poetas e Mães Poetisas, Mães de Presidiários e Mães no Cárcere: Nós somos Mães Quilombolas!

Nós somos Mães de São Paulo, do Rio de Janeiro, da Bahia, de Minas, Guarani Kayowá do Mato Grosso do Sul; Mães Mogianas, de Osasco, Mães de Acari, Mães da Sé, de Manguinhos e das Baixadas, de todos os cantos: Nós somos Mães de Maio, de junho, julho e de todos os meses do ano!

Nós somos Mães Africanas, Mães das Favelas Brasileiras, Mães dos Estudantes Desaparecidos de Ayotzinapa (México), Black Mothers das #BlackLivesMatter dos EUA, Mães das Vítimas do Estado Colombiano, Madres e Abuelas de Plaza de Mayo da Ditadura Argentina, Mães da Faixa de Gaza (Palestina), Mães dos Rappers Presos em Angola, Mães da Paz e da Guerra de Libertação do Povo Curdo, Mães Latinas, Mães Asiáticas, Mães Norte-Nordestinas, Mães Retirantes, Mães Refugiadas: Nós somos Mães Sem-Fronteiras!

Leia o Texto da carta completo

https://periferiaemmovimento.com.br/queremos-parir-uma-nova-sociedade/

No dia mais significativo da vida humana, o nascimento, emerge também a figura crucial da "mãe", simbolizando universalmente o amor. Contudo, a reflexão sobre o estado das mães trabalhadoras das periferias traz à tona desafios prementes.

De acordo com o IBGE, 56,9% das famílias lideradas por mulheres com filhos vivem abaixo da linha da pobreza. Esse fardo recai, especialmente, sobre as mães pretas, com 64,4% delas enfrentando essa situação. Essas mulheres, mesmo em condições subumanas, lutam incansavelmente para proporcionar o mínimo necessário aos filhos, superando as adversidades da pobreza e buscando garantir amor, desenvolvimento e crescimento.

A maioria das mães não tem apoio na divisão dos cuidados com os filhos. Nesse contexto, enfrentam a necessidade de trabalhar, muitas vezes interrompendo a juventude e a educação para se dedicarem aos bebês. Dependendo de serviços públicos, como creches e postos de saúde, e, em alguns casos, da merenda escolar para complementar a alimentação dos filhos, essas mães enfrentam desafios únicos.

A pesquisa revela que a proporção de nascidos vivos cujas mães têm até 19 anos é 40 vezes maior na periferia em comparação com bairros nobres. A maternidade solo muitas vezes leva ao afastamento do círculo social da mãe, deixando-a com poucos ou nenhum apoio.

Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Brasil tem 5,5 milhões de crianças sem o nome do pai na certidão de nascimento. Esse número, quando analisado socialmente, reflete desigualdades significativas em relação a moradia adequada, proteção social e desemprego, intensificando a vulnerabilidade dessas mulheres.

Em muitas famílias, o filho mais velho assume responsabilidades enquanto a mãe busca sustento. Mesmo diante desses desafios, essas mães conseguem preparar seus filhos para enfrentar as adversidades, como o preconceito, o racismo, a homofobia e a pobreza, proporcionando-lhes a capacidade de vencer batalhas diárias.

A pandemia agravou a situação, deixando muitas mães sem acesso a seus trabalhos e à beira de crises financeiras e alimentares. Apesar disso, essas mulheres, mesmo com contratos frágeis ou empregos informais, não perderam a esperança de dias melhores.

Este Artigo é dedicado a essas mães, que, apesar das adversidades e humilhações, mantêm viva a esperança. Elas merecem reconhecimento em cartões festivos, posts em redes sociais e todos os direitos que lhes são devidos.

Adicionalmente, o texto destaca a alarmante estatística de violência contra mulheres, evidenciando o aumento dos atendimentos policiais a vítimas de violência durante a pandemia. O relato apresenta dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, ressaltando a necessidade urgente de abordar essa questão crítica.

Consequências da Pandemia

Na pandemia, período em que as mulheres passaram mais tempo em casa, a convivência com parceiros, tutores e familiares intensificou os casos e denúncias de violência, revelando um aumento significativo: os registros de feminicídio cresceram 22,2%, e os chamados para o 180, Central Nacional de Atendimento à Mulher, aumentaram em 34% em comparação com o mesmo período do ano anterior, de acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

A experiência de violência pode deixar sequelas profundas na vida da mulher, refletindo-se em diversos traumas e doenças ao longo do tempo. Essas consequências podem incluir a sensação de incapacidade para buscar educação e novos aprendizados, bem como dificuldades para expressar opiniões em casa ou no ambiente de trabalho. Tais desafios decorrem do silenciamento e menosprezo enfrentados por mulheres vítimas de violência, impactando diretamente a jornada materna.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), os efeitos da violência na saúde e no bem-estar das mulheres podem abranger quadros como depressão, estresse pós-traumático, ansiedade, suicídio, depressão pós-parto e risco de transmissão de infecções, incluindo o HIV.

Contrariamente à crença comum, o machismo não prejudica apenas as mulheres; também afeta negativamente os homens. Eles são incentivados a reprimir emoções, sofrer em silêncio, recorrer à violência para resolver conflitos e economizar em demonstrações de afeto, resultando em problemas psicológicos e emocionais decorrentes de uma falsa ideia de superioridade de gênero.

Um ponto crucial a considerar é: e as mães periféricas?

A atenção para quem cuida deve ser uma prioridade. Oferecer suporte psicológico, atendimento prioritário e auxílio financeiro são demandas urgentes para que essas mulheres possam enfrentar a maternidade em contextos desafiadores com mais tranquilidade.

Antes de julgar, elevar o tom ou discriminar, é imperativo compreender que entender uma pessoa não se resume a olhar no espelho e apontar diferenças, como no jogo dos 7 erros, versão "n" preconceitos. A empatia e a compreensão são fundamentais para promover uma sociedade mais justa e inclusiva.

Com uma visão mais abrangente apresentamos possíveis soluções para os desafios enfrentados por essas mães nas periferias.

·         Educação e Empoderamento Feminino: Explorar como iniciativas educacionais e programas de empoderamento feminino podem impactar positivamente a realidade dessas mães. Investir na educação das mães pode criar um ciclo virtuoso de oportunidades para elas e suas famílias.

·         Acesso à Saúde Mental: Abordar a importância do acesso a serviços de saúde mental nas periferias. Muitas dessas mães enfrentam não apenas desafios econômicos, mas também questões de saúde mental devido ao estresse constante e à pressão social. Destacar a necessidade de recursos e apoio nessa área é crucial.

·         Rede de Apoio Comunitário: Explorar como as comunidades locais podem desempenhar um papel vital na criação de redes de apoio para essas mães. Iniciativas comunitárias, como grupos de mães, podem fornecer um ambiente de compartilhamento de experiências e apoio prático, fortalecendo o tecido social.

·         Inclusão no Mercado de Trabalho: Investigar possíveis soluções para melhorar a inclusão dessas mulheres no mercado de trabalho formal. Isso pode incluir programas de capacitação profissional, políticas de emprego inclusivas e parcerias com empresas para criar oportunidades de trabalho mais estáveis.

·         Combate à Violência de Gênero: Reforçar a importância de estratégias para combater a violência de gênero, não apenas com medidas repressivas, mas também através de programas de conscientização e educação que promovam a igualdade e o respeito.

É imperativo destacar que a realidade enfrentada pelas mães nas periferias é um reflexo profundo das desigualdades estruturais presentes em nossa sociedade. Este é um chamado urgente à reflexão coletiva e à ação conjunta para romper com padrões que perpetuam a marginalização e a injustiça.

A sociedade como um todo deve reconhecer a importância de proporcionar oportunidades equitativas para essas mães, valorizando suas contribuições e oferecendo suporte nas áreas cruciais, como educação, saúde mental e acesso ao mercado de trabalho. A falta de igualdade compromete não apenas o bem-estar dessas mulheres, mas também prejudica o desenvolvimento de suas famílias e, consequentemente, o progresso social como um todo.

Aos homens que perpetuam o ciclo da violência, é essencial confrontar a própria responsabilidade e papel na construção de uma sociedade mais justa. O abuso não é apenas uma agressão individual, mas uma manifestação de desigualdades profundamente enraizadas. É tempo de questionar atitudes tóxicas, cultivar empatia e respeitar a autonomia das mulheres. A mudança começa em cada um de nós, na desconstrução de padrões prejudiciais que perpetuam a cultura do machismo.

Que esta reflexão seja um chamado à ação, uma convocação para construirmos uma sociedade onde todas as mães, independentemente de onde vivem, tenham a oportunidade de criar seus filhos em um ambiente que promova dignidade, igualdade e respeito. A transformação é possível, e cabe a cada um de nós desempenhar um papel ativo nesse processo de construção de um futuro mais justo e inclusivo.

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Efeito Placebo no Ego

O “efeito placebo” no ego das pessoas chega a ser insuportável, lógico que o que faz, de nós o que somos, nunca é nada diferente, que a nossa imaginação. Por mera vaidade seguimos modismo de cada temporada, gerando assim o efeito manada, de acreditar que coisas do momento nos fará felizes ou infelizes.


Entenda o Efeito Placebo na Medicina!

O efeito placebo é um fenômeno interessante e poderoso que ocorre quando uma pessoa experimenta melhorias percebidas em sua condição de saúde após receber um tratamento ou intervenção que, na realidade, não possui efeito terapêutico. Essas melhorias não são causadas pelo tratamento em si, mas sim pela opinião do paciente de que o tratamento é eficaz.
Alguns aspectos-chave do efeito placebo nas pessoas incluem:
Crença e expectativa: O efeito placebo é fortemente inspirado pelas opiniões e expectativas do paciente. Quando alguém acredita que um tratamento é eficaz, o cérebro pode liberar substâncias químicas que promovem o alívio dos sintomas.
Variedade de condições: O efeito placebo pode ocorrer em uma ampla gama de condições médicas e psicológicas, incluindo dor, depressão, ansiedade, enxaquecas e até mesmo doenças como o Parkinson.
Mecanismo de ação: Os pesquisadores acreditam que o efeito placebo envolve a ativação de mecanismos naturais de estresse da dor no cérebro, como a liberação de endorfinas, e pode influenciar respostas imunológicas e inflamatórias.
Variações individuais: A intensidade do efeito placebo varia de pessoa para pessoa. Algumas pessoas são mais suscetíveis a ele do que outras, e a resposta placebo pode ser influenciada pela confiança no médico, pelas expectativas culturais e pelo contexto da administração do tratamento.
Ética e pesquisa: O efeito placebo é importante na pesquisa clínica, pois os ensaios clínicos muitas vezes incluem grupos de controle que recebem placebos para avaliar a eficácia de um tratamento. No entanto, a ética desse uso do efeito placebo é um tópico complexo, e os participantes devem ser informados de que podem receber um placebo.
 
A razão pela qual a felicidade inatingível parece ser nossa tendência de acreditar que somente ela é capaz de justificar uma vida bem-sucedida.
No entanto, todos lamentam, mas, paradoxalmente, muitos permanecem convencidos. Convictos hábeis, fazemos de nós o que somos, quando nós mesmo não sabemos o que somos, pelo mesmo motivo insistimos acreditar que tudo é passageiro, que somente com a aprovação dos outros seremos felizes.
Nunca sentimos na vida real a felicidade que acreditamos existir no mundo imaginário.

A crença humana geralmente é justificada pela fachada sorridente dos demais, assim como eles acreditam na nossa. -- A questão da grama do vizinho sempre ser mais verde.
O grande motivo pelo qual a felicidade se encontra somente do lado de lá, está em nossa percepção em achar que a felicidade é a única coisa capaz de justificar uma boa vida. Todos sempre sorrindo e mesmo assim todos sempre infelizes.
Cada vez mais a necessidade em se sentir útil nos consome, para isso o mundo tem criado mecanismos para estimular essa volatilidade da felicidade. Esse mecanismo tem a facilidade de projetar nossas expectativas nos demais, esse é o motivo que somente um lado é feliz. (O lado de lá). Pensamos que só os outros podem ser felizes, como nós gostaríamos de ser, sem pensar que para o outro, os felizes, somos nós.
Nossas distorções imaginarias uma vez refletida, tornam-se verdades na imaginação dos demais.
Se a vida fosse uma peça de teatro o nome seria “olhem para mim idiotas”, ou “ai de nós jumentos do sorrir”, como tema principal, estamos rindo de nós e de como não valemos a pena para nós mesmos, quando somente a realidade dos outros nos vale a pena. E quando a cortina se fecha não conseguimos imaginar que as mesmas mãos que nos aplaudem, são as que querem passar o laço em nossas gargantas.
Ao fim sentimo-nos miseráveis, nossas vidas não valem nada, e qual é a solução?
Viver pela realidade dos demais ou uma peça teatral, pois eles, pelo motivo que for, devem valer alguma coisa. Mas os demais pensam da mesma forma e, assim como nós, não valem nada para si mesmos. Causando um efeito placebo em seus egos, passar o tempo observando a vida de outros vale mais que observar a si mesmo.
Todos Sentem-se miseráveis, mas acreditam que nós somos os felizes:


Se eles vivem para nós, e nós para eles, onde está a felicidade, ou o motivo pelo qual se vive? Está nessa forma de imaginar a realidade sempre voltado para o exterior, como se a felicidade fosse causa externa. Ai de nós, que vivemos tomando doses homeopáticas da felicidade dos outros!
A solidão é insuportável à maioria dos indivíduos, exatamente porque nos revela essa verdade. Revela que a nossa imaginação não nos permite sermos felizes sozinhos. Revela que as mesmas ações que direcionamos aos demais, pensando que isso os torna felizes, quando direcionadas a nós mesmos, não nos trazem felicidade alguma.
Quando o efeito passa o círculo se rompe e encaramos a realidade do porque não conseguimos nos enganar sorrindo para nós próprios ou de nós mesmos. O mundo cai em nossas cabeças como uma prova de que não somos felizes, de que a felicidade é um mito ou de que o efeito do nosso tranquilizante já passou, então é melhor eu focar na tela e curtir meu canto sombrio onde todos são infimamente felizes e eu posso mentir para mim e para todos que acreditam que a felicidade está em mim.

E quando a energia acaba é difícil acreditar que estou ao relento em um lugar sombrio sem ter para onde ir! Nesse momento só eu sei o que há por traz do silencio que antecede o estalo do despertar, que a verdade me condena a solidão.  
Sorria, idiota, sempre sorria!!!

A luz da verdade sempre traz a solidão.


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A Crônica do Tudo

 


Olá eu sou o nada, onde tudo começa...

Deus, a perfeição absoluta, criador de tudo, do céu e da terra, do bem e de tudo que é mal, de todas as coisas que nossa “vã sabedoria” ainda ignora e de todas as desgraças – mas ainda assim, ele é tão poderoso que consegue ser perfeitamente bondoso ao fazer o mal. Enfim, um ser fabuloso, gabado de ser onipresente, onisciente e onipotente que, entretanto, não parece conhecer outra morada além das lacunas de nosso conhecimento. Perfeito ao criar tudo que vem do nada.

A Formula de tudo

Um cientista, ao falar da relação entre a mente dos seres humanos e o universo, chamou as partículas subatômicas de “tendências mentais”, por serem portadoras de informações, sustentando a ideia de que Tudo está em tudo, que cada pequena parte do Universo tem a informação do Todo.

A ciência hoje está cada vez mais validando esse conceito com teorias de campo unificado. O Tudo ou Nada do qual “tudo” se origina. Além disso, este campo é ativo, de modo que o homem faz parte de um Todo ativo ao qual está conectado. Daí o princípio de “Tudo é Um”, que resume todos os textos sagrados e as filosofias mais espirituais.

Tudo na atualidade é nada?

É tanta coisa ao nosso exterior e aos que nos circundam que dedicamos muito tempo ou até mesmo todo o tempo ao que o mundo (pessoas, coisas) tem a oferecer.

Vivemos sempre em função de algo que não é o que precisamos e sim o que achamos que precisamos, ficando cada vez mais distante do “eu” e à medida que criamos contatos isso piora. (Ficar só ajuda muito);

Estamos imersos em uma confusão de informações, de vozes e visões, textos e imagens muito de tudo que no fim nada se sabe ou se encontra. Antigamente para fazer uma pesquisa era preciso ir a uma biblioteca e buscar o livro sobre determinado assunto, era demorado, mas funcionava. Hoje, porém, para um único assunto você tem tudo, mais não tem a confiança na veracidade do assunto.

Perdemos muito mais tempo acreditando que tudo e todos são o que aparentam ser, até mesmo nós, escolhemos acreditar que o mundo exterior é que nos orienta e norteia, negando distancia a nossa essência damos atenção a tudo, deixando de acreditar em tudo que mais importa.

Isso tudo na tentativa de encontrar humanidade em outros e nos tornarmos mais distantes de nós mesmos.

A fachada social é a porta de entrada para o desconhecido quanto mais nos achamos aprofundados no conhecimento de tudo, identificamos o quanto a nossa fachada é ilusória e que não conhecemos nem nós a mesmos nem nada.

Essas relações deixam uma lacuna ou verdadeiros abismos rumo ao desconhecido nesse contexto entendemos que somos a nossa única e verdadeira companhia e ainda assim preferimos abandona-la para acreditar em tudo.

A cada dia mais essa é a melhor configuração para ilustrar a socialização humana baseada nas relações ilusórias do círculo social virtual.

 


Perdemos muito tempo vivendo do lado de fora de nós, onde não tem ninguém importante, (toda importância em alguém vem de dentro) achando tudo isso natural criando cada vez mais distancia consigo mesmo.

 Esse estereótipo nos acalma é como se nos livrasse de certas responsabilidades de admitir “sermos humanos” imperfeitos, inseguros, deprimidos e frustrados nos livra de tudo.

Essa é a distância comum que preferimos assumir pois nos acalma e relaxa.

É comum sermos um assunto que não nos interessa, que podemos deixar para depois ou que podemos deixar para os profissionais estudiosos decifrarem.

Quando estamos de fato preocupados com o que acontece com as pessoas, nas cidades, nos bares, nas notícias, vivendo nosso admirável mundo oco onde tudo acontece, queremos existir às avessas de uma vida estereotipada dando mais valor ao incerto que ao certo.

Precisamos de fato deixar de existir na fachada social e conviver sozinhos, falando de nada para ninguém, mas entendendo tudo e com isso escapar da solidão exterior preenchendo-a com excesso interior que tem tudo a nos ensinar. 

Se queremos explorar o desconhecido é hora de conhecer o nosso interior e fazer valer o verdadeiro sentido do “livre arbítrio”.

O livre Arbítrio é aquilo que faz de nós o que somos, e nunca outra coisa, é nossa imaginação materializada em palavras; por mera vaidade chamamo-nos de homens, não de matéria.

Se pensarmos que ter consciência é algo que nos livra de quaisquer responsabilidades para com nós mesmos estamos enganados.

Mesmo com toda consciência do universo, somos todos meros severinos, todos zés-ninguém, todos acasos biológicos que, ao nascer, recebem uma missão, um prazo de validade, um número de série e uma imbecilidade suficiente para acreditar no contrário, que somos diferentes uns dos outros.

Não entendemos que mesmos começos e mesmos fins para tudo, mas o que faz tudo valer é o meio, o caminho, tudo que faremos nessa jornada, só isso vale a pena, então encara-la com lucidez seria a melhor forma de ser humano que olhou para si e entendeu tudo.

Tudo passa a ter mais sentido quando se identifica o que tudo significa para você, nesse caso tudo pode ser nada para outro.

O Rei Salomão disse: "Vi tudo que se faz debaixo do sol, e concluí: tudo é vão, é correr atrás do vento" (Eclesiastes 1:14)

Na verdade, o começo de tudo é nada e o fim de tudo também é nada!

Aproveite o tempo para agradecer tudo que tem, use tudo que apendeu e faça tudo que tem vontade pois tudo um dia acaba, ou entenderemos que tudo de fato é nada.

E se achar que tudo vai acabar hoje, mas você ainda continua respirando, pode ter a certeza que teve a chance de começar tudo de novo.

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