A vida nas favelas é incrível, na infância somos obrigados a
superar todos os tipos de desafios, da rotina de comer mal a falta de tudo.
Quando você superar as adversidades da infância e se torna adolescente você se
torna obcecado em “ter” sendo que não tivemos a mínima base para ter nada. Aprendemos que começar a trabalhar cedo é a única forma de ter alguma coisa. Nos tornamos adultos e
uns nem entendem direito por que tanta luta sem chegar a lugar algum!
Logo 30 anos, grande maioria dos adultos que chegam a essa
idade estão cheios de paradigmas, você entende que não pode comer qualquer
coisa, que ressaca é realmente algo que deixa traumas, que a maioria das coisas
traz frustração, que acumular riquezas é muito mais complicado que se imaginava
e que relacionamentos não são contos de fadas. Com isso as doenças da mente se
refletem no corpo então a procura por um especialista fica cada vez mais frequente,
dando oportunidade a maquina de destruição humana de se alimentar.
Leia esse texto:
Aos 30 anos, você tem uma
depressãozinha, uma tristeza meio persistente;
Ao procurar um especialista é prescrito FLUOXETINA. A
Fluoxetina dificulta seu sono.
Então, prescreve-se CLONAZEPAM, o
Rivotril da vida. O Clonazepam o deixa meio bobo ao acordar e reduz sua
memória.
Volta-se ao doutor. Ele nota que você aumentou de peso. Aí, vem a prescrição da SIBUTRAMINA. A Sibutramina faz perder uns quilinhos, mas lhe dá uma taquicardia incômoda.
Novo retorno ao
doutor.
Além da taquicardia, ele nota que
você, além da “batedeira” no coração, também está com a pressão alta. Então,
prescreve-lhe LOSARTANA e ATENOLOL, este último para reduzir sua taquicardia.
Você já está com 35 anos e toma:
Fluoxetina, Clonazepam, Sibutramina, Losartana e Atenolol. É aparentemente
adequado, prescrever um “polivitamínico”.
Como o doutor não entende nada de
vitaminas e minerais, manda que você compre um “polivitamínico de A a Z” da
vida, que pra muito pouca coisa serve.
Mas, na mídia, Luciano Huck disse
que é ótimo.
Você acreditou, e comprou.
Lamento! Já se vão R$ 350,00 por mês.
Pode pesar se você não tem um
orçamento que banque.
O dinheiro a ser gasto em
investimentos e lazer, escorre para o ralo da indústria farmacêutica. Você
começa a ficar nervoso, preocupado e ansioso (apesar da Fluoxetina e do
Clonazepam), pois as contas não batem no fim do mês.
Começa a sentir dor de estômago e
azia. Seu intestino fica “preso”. Procura-se outro doutor.
Que prescreve: OMEPRAZOL +
DOMPERIDONA + LAXANTE “NATURAL”.
Os sintomas diminuem, alguns, mas
só os sintomas, a causa ainda vive dentro de ti e apesar da “escangalhação” que
virou sua flora intestinal aconteceu alguma melhora.
Outras queixas aparecem. Dentre
elas, uma é particularmente perturbadora:
aos 37 anos apenas, você não tem
mais potência sexual.
Além de estar “brochando” com
frequência, tem pouquíssimo esperma e a libido está embaixo dos pés. Para o
doutor da medicina da doença, isso não é problema. Até manda você escolher o
remédio: SILDANAFIL, TADALAFIL, LODENAFIL ou VARDENAFIL, escolha por uni, duni,
te.
Sua potência melhorou, mas, como
consequência, essas soluções dão uma tremenda dor de cabeça, palpitação,
resistência e coriza.
Não. Não há problema, o doutor
aumenta a dose do ATENOLOL e passa uma NEOSALDINA para você tomar antes do
sexo.
Se precisar, instale um
“remedinho” para seu corrimento nasal, que sobrecarrega seu coração. Quando
tudo parecia solucionado, aos 40 anos, você percebe que seus dentes estão
apodrecendo e caindo. (entre nós, é o antidepressivo).
Agora vem a grana pra gastar com o
dentista. Nessa mesma época, outra constatação: sua memória está falhando bem
mais que o habitual. Mais uma vez, para seu médico, isso não é problema: GINKGO
BILOBA é prescrito.
Nos exames de rotina, sua glicose está em 110
e seu colesterol em 220. Nas costas da folha de receituário, o médico prescrito
METFORMINA + SINVASTATINA. “É para evitar Diabetes e Infarto”, diz o cuidador
de sua saúde. Aos 40 e poucos anos, você já toma: FLUOXETINA, CLONAZEPAM,
LOSARTANA, ATENOLOL, POLIVITAMÍNICO de A a Z, OMEPRAZOL, DOMPERIDONA, LAXANTE
“NATURAL”, SILDENAFIL, VARDENAFIL, LODENAFIL ou TADALAFIL, NEOSALDINA (ou
“Neusa”, como chamam), GINKGO BILOBA, METFORMINA e SINVASTATINA (convenhamos,
isso está muito longe de ser saudável!).
Mil reais por mês! Sem saúde!!!
Entretanto, você ainda continua deprimido, cansado e engordando.
--- Ô doutor, seu FDP, vai trocar de
novo? Sim! Troque a Fluoxetina por
DULOXETINA, um antidepressivo “mais moderno”. Após dois meses você se sente
melhor (ou um pouco “menos ruim”). Porém, outro contratempo surge: o novo
antidepressivo o faz urinar demoradamente e com jato fraco. Passa a ser
necessário levantar duas vezes à noite para mijar. Lá se foi seu sono, seu
descanso extremamente necessário para sua saúde. Mas isso é fácil para seu
médico: ele prescreve TANSULOSINA, para ajudar na micção, ou ato de urinar.
Você melhorou, realmente, contudo... não ejacula mais. Não sai nada! Vou parar
por aqui. É deprimente. Isso não é medicina. Isso não é saúde,é uma escalada para um fim inevitavel.
Essa história termina com uma
situação cada vez mais comum: a DERROCADA EM BLOCO da sua saúde.
Você está obeso, sem disposição,
com ereção e memória sofríveis e concentração deficiente. Diabético, hipertenso
e com suspeita de câncer. Dentes: nem vou falar. O peso elevado arrebentou seu
joelho (um doutor cogitou até colocar uma prótese). Surge na sua cabeça a ideia
maluca de procurar um CIRURGIÃO BARIÁTRICO, para “reduzir seu estômago” e um
PSICOTERAPEUTA para cuidar de sua mente destrambelhada é saudável.
Sem grana, triste, ansioso,
deprimido, pensando em dar fim à sua minguada vida e... DOENTE, muito doente!
Apesar dos “remédios” (ou por causa deles!!).
Ahhhh mais aceite que isso é
normal! É importante considerar que muitas vezes enfrentamos desafios de saúde
e dependência, que afetam nossos órgãos internos. Seus Rins, estomago, fígado e
coração foram dilacerados com isso o aumento das dores, intoxicação e dependência.
Mais você continua com a sua esperança intacta.
Há necessidades humanas que
possuem realidades por detrás, como a busca intensa pela cura! . É essencial
lembrar que nossos corpos dependem de energia para funcionar adequadamente. Na
realidade, muitas de nossas necessidades são de natureza psicológica, e
aprendemos desde cedo que não podemos satisfazê-las completamente sozinhos. A
solidão é uma possibilidade tangível para evitar isso tudo, mas se isolar, não
é uma escolha racional nos tempos atuais.
A busca constante pela cura revela a profundidade de nossas
necessidades humanas
Isso nos faz refletir sobre como, por vezes, pessoas em
condições de extrema vulnerabilidade, como moradores de rua ou comunidades
rurais e muito pobres, conseguem viver mais tempo e com uma qualidade de vida
surpreendentemente alta. Embora faltem recursos básicos para uma existência
plena, sua passagem pela vida é notavelmente longa.
Em meio a essas complexidades, podemos sentir gratidão pela
existência de propriedades de cuidados com a saúde e da busca pela cura, que
desempenham um papel significativo em nossa sociedade.”














